Sexta-feira, 15 de Fevereiro de 2008

Aborto: 1 ano

Depois do primeiro ano da vitória do sim no referendo à legalização do aborto começam a chegar as primeiras notícias de algumas consequências:

Colegas ajudaram-na a abortar bebé de cinco meses, via AAA.

Perante esta notícia absolutamente horrível é difícil articular algumas frases. Mas, sinceramente, nestes casos de “miúdas novas” que não têm maturidade para pesar as consequências destes actos tão graves e perdem a cabeça e fazem uma estupidez que as vai perseguir o resto da vida, penso que a culpa está menos do seu lado do que daqueles que andam por aí a falar a a escrever na comunicação social que o Cytotec é um medicamento abortivo (quase a promover a sua utilização), que apesar de dispostos a pagarem um aborto a uma mulher não padecem da mesma generosidade quando se trata de apoiar (psicologicamente, materialmente, dando informações, o que seja) uma grávida em dificuldades, que, no fundo, falam de (e legislam sobre) um aborto como se fosse um acto inócuo e limpo pelo qual não há consequências para a mãe nem para aquele “amontoado de células” que é o embrião - podendo-se fazer tantos abortos quantos se queira, porque aquela história da legalização querer terminar com a repetição de abortos já se percebeu que era treta, que claro que não se pode obrigar as senhoras a quem se paga um aborto no SNS a ir a uma consulta de planeamento familiar, isso seria uma intolerável intromissão na sua liberdade - que, de facto, criam um clima moral onde um aborto não é grave, é até, talvez, uma solução conveniente, força a usá-la.

Esta “miúda” de vinte anos devia pedir explicações a quem anda a promover tão solicitamente o aborto neste país. Nesta idade ainda se é (muito) sugestionável.


Farmácia Central

Publicado por José Tomás Costa às 20:16
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2 comentários:
De Anónimo a 15 de Fevereiro de 2008 às 23:33
A decisão de ter uma criança é das mais importantes a se considerar.
Não consigo apontar o dedo de olhos fixos a esta rapariga, porque nunca sabemos todas as razoes da sua atitude.

Seja como for, o bébé, nunca tem culpa, e quanto a isso não pode haver e não há dúvidas.


Rita M.
De Afonso Reis Cabral a 15 de Fevereiro de 2008 às 21:03
Desculpa, Tomás, mas esta situação não foi consequência da liberalização do aborto. Por muito que eu discorde desta lei, a "miúda" de vinte anos já tinha idoneidade suficiente para saber o que estava a fazer – a decisão partiu da sua (má) formação e, ao que parece, da (má) influência do namorado e da mãe. Claro que a conjuntura social pode proporcionar um “apoio” inicial, o que não quer dizer que este acto tenha vindo em consequência do “sim” a 11 de Fevereiro de 2007.
Gostava, isso sim, de seguir o caso para ver se a (má) lei que temos irá ou não ser aplicada. O bebé tinha cinco meses de gestação e veio ao mundo para morrer, mas ainda a respirar, segundo o testemunho das colegas da “miúda”.

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