Sexta-feira, 28 de Março de 2008

Será que não têm mais nada que fazer?


José Sá Fernandes não tem mais nada que fazer. Agora que embargou tudo o que havia para embargar, as ideias brilhantes escasseiam, e por isso nada melhor do que uma iniciativa ecológica. Apoiado por António Costa, decidiu que vai plantar em Lisboa quinze microturbinas para verdejar as consciências dos lisboetas.
Quinze ventoinhas eólicas são titãs a rodar, rodar, são quinze monstros a berrar dia e noite. Por outras palavras, como diz o PSD, “o ruído e o impacto visual são as principais objecções à sua instalação.”
Já vimos que Sá Fernandes é especialista em dificultar a vida às pessoas: não só o embargo que moveu contra o Túnel do Marquês transtornou durante mais alguns meses o tráfico em Lisboa, como agora os lisboetas vão estar sujeitos à poluição visual e sonora destas quinze ventoinhas. Até quando conseguem os alfacinhas aturar isto?

Publicado por Afonso Reis Cabral às 10:03
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Sexta-feira, 21 de Março de 2008

"9ºC em grande!"

 

Assisti ontem boquiaberto ao vídeo colocado no Youtube que mostra a agressão de uma professora por parte de uma aluna, que não queria ver o seu telemóvel confiscado. «Dá-me o telemóvel, já!», dizia a criatura, enquanto os outros espécimes riam, filmavam, insultavam, ou seja, enquanto os outros faziam tudo menos ajudar a sua professora. «Olha que a velha vai cair!», balia o cameraman.
Uma vergonha, mas o que é mais vergonhoso é que este não foi um caso inédito - no próprio Carolina não é a primeira vez que algo de semelhante se passa. Segundo o Público, no ano lectivo de 2006-2007 houve uma média de 185 agressões a professores nas escolas portuguesas. 185!

Não querendo correr o risco de generalizar, este caso é consequência de uma “democratização” do ensino, ideia peregrina do pós-25 de Abril, onde a autoridade é vista com maus olhos, porque, enfim, criou-se a ideia de que “autoridade” é sinónimo de “fascismo”… Isto implica nivelar por igual a posição de professor e aluno e, assim, qualquer reprimenda por parte do professor é vista como um ataque pessoal que tem que ser respondido à letra, conforme manda a má educação que os pais lhe deram. Acontece que “autoridade” não é sinónimo de “abuso” ou “julgamento”. É sinónimo de disciplina e sobretudo de respeito mútuo, autoridade sem a qual casos como este continuarão a acontecer.
Quebrando-se as amarras, o navio voga à deriva!

Publicado por Afonso Reis Cabral às 15:17
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"I should find myself degraded if I descended to finding out if my convictions suited every man in the audience before I uttered them."
John Osborne
in A subject of scandal and concern

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