Sexta-feira, 12 de Outubro de 2007

Foi a gota de água!

Al Gore venceu o Prémio Nobel da Paz. Sinto-me perfeitamente defraudado. Perdi a pouca confiança que tinha no galardão.
Publicado por Afonso Reis Cabral às 17:40
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3 comentários:
De Pedro Barbosa Pinto a 13 de Outubro de 2007 às 10:28
Caríssimo,

Buda dizia:
"Não aceitem nada daquilo que vos digo; não aceitem aquilo que está escrito em livros considerados sagrados; aceitem apenas aquilo que passou pela vossa compreensão."

Al Gore terá "embelezado” a verdade para a tornar conveniente? Se o fez propositadamente, mais não terá feito do que usar métodos de comunicação para melhor poder chamar a atenção ao maior número de pessoas possível para a mensagem que queria transmitir.

Quanto à verdade científica, convém ter sempre presente que a única constante universal é a mudança. Nada físico dura para sempre e como a nossa mente é influenciada pelo mundo físico a percepção que temos das coisas depende do grau de desenvolvimento filosófico e moral da época e do lugar em que vivemos. Uma verdade cientifica hoje, nada mais é, afinal, que uma tentativa de aproximação a algo.

Há apenas 5 séculos atrás não andava o malandro do Sol a passear às voltinhas à roda da Terra?

Como colocou o enfoque na necessidade de fundamentação científica, permita que lhe pergunte: - Quais os fundamentos científicos da existência de Deus? José Rodrigues dos Santos na sua “A Fórmula de Deus” bem se esforçou.

Um abraço,
De Afonso Reis Cabral a 12 de Outubro de 2007 às 23:06
Caro Pedro Barbosa Pinto,

Considero louvável o esforço feito por Al Gore para tentar acabar “com a guerra da Humanidade contra a Natureza”, sim. No entanto, o seu filme “Uma Verdade Inconveniente” contém, pelo menos, “nove passagens alarmistas sem qualquer fundamento científico.” Não sou eu quem o diz, pois não tenho qualquer tipo de autoridade na matéria, mas sim um Juiz Britânico apoiado por um grupo de cientistas. Digamos que Al Gore «embelezou» a verdade para a tornar mais conveniente. Poderá conhecer o contexto no Público de hoje, vale a pena. Nada disto invalida o esforço nem a boa intenção, o que no entanto é pouco, muito pouco para se receber um Prémio Nobel da Paz.
Como tão bem foca, galardões destes são para pessoas como Madre Teresa de Calcutá. Al Gore fica muito aquém, apesar de tudo.
De Pedro Barbosa Pinto a 12 de Outubro de 2007 às 21:44
Ao dedicar o seu tempo a lutar para acabar com a guerra da Humanidade contra a Natureza, Al Gore não só nos tenta salvar como a todos os restantes seres vivos que não têm culpa da loucura do homem.
Se o ambiente não for preservado, em breve poderá não haver Comité que premeie nem Madres Teresa para serem premiadas.
Grande recado dado ao mundo pelo Comité Nobel.

Só para reflexão e ver se lhe restituo alguma confiança no dito cujo. Veja a último notícia sobre o BCP e repare se os Suecos não poderiam também usar o mesmo método.

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