Quarta-feira, 15 de Novembro de 2006

Afinal quem manda em quem?

Publicado por José Tomás Costa às 13:40
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10 comentários:
De José Tomás Costa a 18 de Novembro de 2006 às 15:48
Caro anónimo:

Visto que afirma saber que eu sou politicamente empenhado, embora eu não me considere e essa expressão ser muito vaga pois à muitas formas de fazer política, imagino que me conheça portanto vou deixar de lado os formalismos e as segundas pessoas do plural e tratar-te por tu.

Antes de mais gostava que largasses essa capa do anonimato e que me gigas quem és porque fiquei bastante intrigado por esse teu conhecimento do meu caracter.

Para responder à questao levantada por ti devo dizer que admito que não fui muito explicito na minha resposta, acho que me podes desculpar pelo tardio da hora, e portanto vou tentar explicar-te melhor o que queria dizer:

Concordo que existem limites ( e não "lemites") para o humor, quando se trata de gozar com uma pessoa pode-se faze-lo de diversas formas, algumas delas inadmissíveis. Mas o video que aqui pus não goza com a pessoa de José Socrates, e se o faz é muito ligeiro, mas sim com as medidas e com o diversos acontecimentos, alguns desses acontecimentos marcaram a já denominada semana horribilis que este governo sofreu à umas semanas a trás. Não vejo portanto razões para se afirmar que se está a axincalhar a classe política. Estão a gozar com factos, políticos é certo, não com pessoas. Pelo teu raciocínio não haveria o direito ao contraditório, onde considero que está este sketch visto que mostra outra forma de ver o problema.

Além disso mais do que gozar com circunstâncias políticas este sketch goza com aqueles que afirmaram que a RTP estava a ser governamentalizada, servindo assim para fazer publicidade às medidas do governo, pois no inicio dizem que isso de o governo controlar os conteudos da RTP era mentira, eles é que controlavam o governo e daí vem a história do famoso e tão comentado sketch.

Espero ter-me explicado melhor e na esperança de que continues a comentar me despeço.
De Anónimo a 18 de Novembro de 2006 às 13:15
Caro Cabral:

Nunca disse que achava que o Zé achava; disse que sabia que o Zé acha; diferente, não acha?

Caro Zé:
Agradeço a sua resposta, proferida num tom elevado, respeitoso, mas ainda assim falaciosa e sujeita a contradição. Ora: não afirmei que o Zé formava a sua opinião com base em soquetes humorísticos! Disse, isso sim, que o humor tem limites e quando dele resulta a denegrição de figuras públicas (ainda que de capacidades intelectuais discutíveis) deve ser condenado. Acho piada ao humor e graça a quem tem piada, mas sempre dentro do "lemites legais"!

Desejo-vos a continuação do bom trabalho feito com este blog, mas permitam-me recordar-vos a vós, jovens liceais, os limites da paricialidade!

Um bom resto de continuação!
De José Tomás Costa a 18 de Novembro de 2006 às 09:34
Acho que o Afonso foi bastante explícito. Eu por mim não pensava responder ao comentário.

Continuação, caro anónimo
De Afonso Reis Cabral a 17 de Novembro de 2006 às 20:02
Caro anónimo(a):

Não é credível formar opiniões com o achar que alguém se acha. Eu também acho muita coisa que ninguém acha que eu acho. Com certeza também acha muita coisa que as outras pessoas não acham que acha. Por vezes acontece também as outras pessoas acharem que alguém acha e na verdade essa pessoa não acha nada disso, nem sequer lhe passa pela cabeça que os outros acham que ela acha.
De Anónimo a 17 de Novembro de 2006 às 17:29
O José nunca disse que era politicamente empenhado...mas acha-se.
De José Tomás Costa a 17 de Novembro de 2006 às 00:10
Caro anónimo:

Eu nunca disse que era politicamente empenhado.

Acho piada a humoristas que gozam com a classe política por várias razões:

-Se tiverem humor eu acho piada;
-Não formo as minhas opiniões com sketch's do Gato Fedorento ou do Contra Informação;
-dizer que a "plebe" essa populaça que anda de autocarro todos os dias (como eu) que anda pelas paragens a queixar-se do seu trabalho e pelos cafés a discutir as reformas é influenciada pelo Gato Fedorento deixa-me preocupado. Será que temos mais um grupo de pressão e eu não dei por ela?

Caro amigo, vamos destiguir as coisas. De um lado temos a política assunto que me interessa e com o qual me preocupo; do outro lado temos o humor, Gato Fedorento e outros que tais.

Claro que há exageros, no humor e na política, mas a intenção deste post é apenas humorística, não havia aqui um interesse político-partidario.

Com os melhores comprimentos
De Anónimo a 16 de Novembro de 2006 às 22:20
Zé, não me parece correcto que um miúdo que se diz politicamente empenhado (empenhado no bom sentido, claro está) ache piada a humoristas que constantemente axincalham a nossa classe política, deixando-a assim ainda com menor credibilidade junto da plebe.

Aquele abraço
De Afonso Reis Cabral a 16 de Novembro de 2006 às 09:30
Claro que o propósito era gozar com o mau estado da justiça em Portugal, claro que não existem palavras para descrever a isenção da juíza da comarca de Felgueiras, concordo plenamente. O problema não está aí: não está no fim, mas sim nos meios. É de muito mau gosto (o facto de ser humor não perdoa nada) adulterar as legendas de um julgamento em que são proferidas as palavras de morte a um ser humano, Saddam Hussein ou não.
De Anónimo a 15 de Novembro de 2006 às 23:15
Humor.
Não me parece que um humorista deva preocupar-se com as questões que levanta e na realidade do que se trata aqui é fazer piada com a justiça (ou a falta dela) em Portugal...
Relativamente a Felgueiras é que não existem palavras que possam descrever a falta de isenção da juiza dessa comarca, ou tem alguma dúvida?
De Afonso Reis Cabral a 15 de Novembro de 2006 às 14:49
Embora os Gato Fedorento possam ser muito engraçados e possam satirizar muito bem certos pontos da actualidade, por vezes chegam ao limite do mau gosto e ultrapassam-no. Um bom exemplo disso foi o último programa Diz Que é Uma Espécie de Magazine em que transmitiram as filmagens de Saddam Hussein a ser condenado à morte, mas com legendas do género «Quero ser condenado em Portugal!» «Felgueiras!». E por aí adiante. Palavras para quê?

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