Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2006

Entrevistas no alvo


Maria Helena Padrão, licenciada em Filologia Românica pela Fac. De Letras da Uni. do Porto e doutorada em Teoria da Literatura e Literatura Comparada pela Universidade de Santiago de Compostela.
É autora de livros (poesia, narrativa, ensaio e didáctica); tem publicação de artigos de crítica literária em revistas especializadas e jornais. É actualmente docente da Escola Sec. Rodrigues de Freitas e do ISMAI.
À proposta do Janelar de uma entrevista sobre a sua visão da TLEBS, respondeu que sim com a maior das simpatias. Aqui está o resultado.

J- Concorda com a TLEBS?

MHP - A TLEBS existe como um trabalho de investigação muito válido, interessante, e portanto temos que lhe reconhecer mérito. É um trabalho de um grupo de cientistas que se debruçaram sobre a língua portuguesa e sobre uma nova nomenclatura, uma nova terminologia. Acho muito bem.
A única coisa com que eu não concordo, nem posso concordar, nem estar de acordo é a generalização da sua implementação no ensino básico e secundário porque penso que deveria ser feita de forma gradual, de forma mais sistemática, mais ponderada. Primeiro seria importante que os professores fossem sensibilizados para essa nova nomenclatura e só depois se veria da sua utilização por parte dos alunos. Nós temos que pensar no seguinte: se esta TLEBS fosse implementada na sua generalidade logo no primeiro ano, tudo bem. O problema é que há alunos que ainda não assimilaram bem a nomenclatura antiga e agora estão a braços com uma nova terminologia que em certa medida ainda é mais confusa, em alguns aspectos é bastante mais confusa. Eu não vejo muita utilidade nesse aspecto porque o fundamental é que os alunos entendam a gramática da língua, entendam a estrutura da língua que trabalham (porque a gramática é isso mesmo, é tentar reflectir sobre o funcionamento da língua) e penso que neste momento há essa dificuldade de os professores mostrarem esse funcionamento porque também não sabem através desta terminologia e os alunos assim também não conseguem captar bem esse funcionamento da língua.

J - Muito obrigado.

(Sobre este assunto lembramos que pode votar na nossa "Urna", já aqui ao lado.)

Publicado por Afonso Reis Cabral às 16:15
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