Domingo, 7 de Janeiro de 2007

D. Stanislaw Wielgus


Algumas coisas foram escritas e ditas sobre a colaboração de D. Stanislaw Wielgus com o regime comunista. A este propósito chocou-me que não fosse citada a comunicação do Cardeal. Em geral apenas se diz, como aqui, que D. Stanislaw Wielgus colaborou com o regime comunista, até há quem lhe chame espião. A este propósito deve-se ler também o comunicado de D. Stanislaw Wielgus:

«Levado pelo desejo de fazer estudos importantes para a minha especialização científica, me deixei envolver por esses contactos sem a prudência necessária, e sem a valentia e a decisão de rompê-los. Confesso este erro (...) Actuei mal novamente quando, nos últimos dias, diante da febril campanha mediática, neguei os fatos desta colaboração», acrescenta. «Isto pôs em perigo a credibilidade das afirmações das pessoas da Igreja, entre os quais se encontram aqueles bispos que se solidarizaram comigo (...) Sei que para muitos de vocês este distanciamento da verdade é um facto tão doloroso como o envolvimento de tantos anos atrás». Dom Wielgus conclui sua declaração pedindo com coração arrependido ser acolhido na arquidiocese como um «irmão que deseja unir e não dividir, rezar e unir às pessoas da Igreja, na Igreja dos santos e pecadores, que somos todos». Por último, o prelado submete-se com humildade a toda decisão que tome Bento XVI.

Em declaração a Santa Sé aceitou o pedido de demissão e acrescenta:


«Ao mesmo tempo —segue dizendo—, é conveniente observar que o caso de monsenhor Wielgus não é o primeiro e provavelmente não será o último caso de ataque a personalidades da Igreja em virtude da documentação dos serviços do passado regime».
«Trata-se de um material enorme e, ao tratar de avaliar o seu valor e de tirar conclusões confiáveis, não se pode esquecer que foi produzido por funcionários de um regime opressivo e chantagista».

«"A verdade vos libertará" diz Cristo —conclui o porta-voz—. A Igreja não tem medo da verdade e, para ser fiel a seu Senhor, seus membros devem saber reconhecer suas próprias culpas. Desejamos que a Igreja na Polónia saiba viver e superar com valentia e lucidez este período difícil para que possa seguir oferecendo a sua preciosa e extraordinária contribuição de fé e de impulso evangélico à Igreja europeia e universal».

in Zenit
Publicado por José Tomás Costa às 22:36
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