Terça-feira, 9 de Janeiro de 2007

Sobre a Vida Humana

Alguns dos argumentos que tenho ouvido para defender a prática do aborto são o da inexistência da vida humana. Há pessoas que já me juraram a pés juntos que não acreditavam que a vida começa a partir da concepção. Para esses deixo aqui algumas citações de estudos e livros de biologia:

a) “A evidência biológica de início da vida humana na fecundação é hoje esmagadora entre a comunidade científica. Citem-se, a este propósito, alguns textos de referência internacional:

1.“The development of a human begins with fertilization, a process by which the spermatozoon from the male and the oocyte from the female unite to give raise to a new organism, the zigote.” [Sadler, T.W. Langman’s Medical Embriology. 7ª Edição. Baltimore: Williams and Wilkins 1995]

2.“Zigote. This cell, formed by the union of an ovum and a sperm (Gr. zyg tos, yoked together), represents the beginning of a human being. The common expression “fertilized ovum” refers to the zigote” [Moore, Keith L. and Persaud, T.V.N. Before We Are Born: Essentials of Embriology and Birth Defects. 4ª Edição. Filadélfia: W.B. Saunders Company, 1993]

3.“Although life is a continuous process, fertilization is a critical landmark because, under ordinary circumstances, a new, genetically distinct human organism is thereby formed.(...) The combination of 23 chromossomes present in each pronucleus results in 46 chromossomes in the zigote. Thus the diploid number is restored and the embryonic genome is formed. The embryo now exists as a genetic unity.” [O’Rahilly, Ronan and Muller, Fabiola. Human Embriology and Teratology. 2ª Edição. Nova Iorque: Wiley-Liss, 1996]”Esta citação provém de um Relatório de um Comissâo da Assembleia da República, que se pronunciou acerca dos projectos apresentados sobre a distribuição gratuita e sem receita médica da chamada "contracepção de emergência";

b) “cuando la información transportada por el espermatozoide y la del óvulo se encuentran, entonces queda definido un nuevo ser humano porque su constitución personal y su constitución humana se encuentran completamente formuladas.
(...) el proceso ... de la fecundación produce una constitución personal que es completamente típica de este nuevo ser humano, que nunca se ha dado antes y que no se dará de nuevo nunca más; es una novedad absoluta. Esto se conocía con seguridad ... hace más de cincuenta años. (...) la ciencia tiene una concepción del hombre muy sencilla: en cuanto ha sido concebido, un hombre es un hombre”(LEJEUNE, Qué és el embrión humano?, Ediciones Rialp, 1993, pp. 36 e 55.)

c) “Durante esta evolución adaptativa, ningún momento ni nungún órgano puede ser distinguido o priviliegiado: todo es humano desde el principio. El cigoto es humano porque la información genética contenida en su ADN y expresada bastante antes de la primera división celular es la única información necesaria y suficiente para modular un cuerpo humano sin tener que recurrir a ninguna otra (...) el cigoto humano es una estrategia de los seres de la especie humana para conservar la forma particular de vida que está representada por los seres humanos; es entonces, con toda evidencia, un cuerpo humano en su forma más simple. Negar esta evidencia es negar el conjunto de este enorme proceso de evolución adaptativa de las especies, lo que sería un craso error científico” Daniel Serrão, in El inicio de la vida y el embrión humano: un vínculo arqueobiológico, in El inicio de la vida.
Identidad y estatuto del embrión humano, Biblioteca de Autores Cristianos, Madrid, 1999, pp. 145 e 147

d) “existe um novo ser humano desde a concepção (fertilização)”RUI NUNES, O Diagnóstico pré-implantatório, in Bioética (coord. de Luís Archer, Jorge Biscaia e Walter Osswald), Editorial Verbo, Lisboa-São Paulo, 1996, p. 183).

Deixo também aqui uns excertos de um email que recebi do Prof. Dr. Daniel Serrão, especialista nesta matéria, que muito simpáticamente me respondeu à pergunta que lhe lancei "Há de facto concenso na comunidade científica sobre o início da vida humana?":

"Não há nenhuma dúvida científica nem nenhuma ambiguidade: o embrião unicelular que resulta da conjugação dos gâmetas masculino e feminino está vivo, como estavam vivos os gâmetas que o constituíram;" (...) "este novo ser vivo é um ser vivo humano. Como eram humanos os gâmetas que o constituíram." (...) "Em biologia não tem interesse valorizar os diferentes aspectos do corpo o longo do tempo, do género "às 10 semanas já há um coração a bater ou já há dedos nas mãos" porque o feto não é mais ou menos humano em função das características corporais que se vão constituindo com o desenvolvimento. O desenvolvimento é um processo que se desenrola no tempo e é comandado pela informação genómica intrínseca e específica de cada espécie." (...) "Do meu ponto de vista e com base apenas nos factos científicos, o embrião humano tem desde o seu aparecimento na biologia, direito absoluto à vida e ao desenvolvimento, como o tem qualquer embrião de qualquer outra espécie. Porque tudo o que é vivo apela a viver e é este apelo que tem de ser acolhido para que a vida continue."
O argumento de que estamos perante um monte de células vai assim por água a baixo.

Publicado por José Tomás Costa às 19:14
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