Quarta-feira, 14 de Maio de 2008

Rauschenberg: 1925-2008

 

Depois da chamada de atenção de Teresa Hoffbauer, aqui fica uma das muitas obras de Rauschenberg, que morreu anteontem.

Publicado por Afonso Reis Cabral às 21:09
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12 comentários:
De Teresa a 14 de Maio de 2008 às 21:55
Muito obrigada, Afonso.
Como puseste uma obra dele tao depressa no teu blogue? Estou pasmada!

A propósito de ser encrenca nesta matéria, amigos meus alemaes, que gostaram da tua história, já tentaram entrar várias vezes no teu blogue e nao conseguiram.
E nao foram só os velhinhos. Uma amiga da Vanessa, que me telefonou muito entusiasmada, também nao o apanhou.

Gostas também do Rauschenberg ou foi para me seres agradável.

De qualquer maneira, estou contente e grata.
De Afonso Reis Cabral a 14 de Maio de 2008 às 22:10
Na verdade, não conhecia muito bem a obra de Rauschenberg. No entanto, ironicamente, a morte de um artista é um excelente pretexto para o conhecer melhor!

Mesmo para quem domina as "artes" da blogosfera, o "bicho" por vezes tem humores e só mostra os dentes a quem lhe apetece. Estranho, julgava eu que já o tinha domesticado! Nada disso, faz o que quer... Pois, não sei. Talvez o melhor seja ir tentando entrar até conseguirem entrar. :)
De jorge castilho a 14 de Maio de 2008 às 23:30
Caro Afonso
Já que o Janelar assinala o falecimento de alguém que se notabilizou nas artes, deixe que lhe sugira que referida seja também a morte, na passada segunda-feira, de uma Mulher notável, que de uma forma tão corajosa como discreta salvou 2.500 crianças.
É uma personalidade pouco conhecida, mas cuja acção bem merece ser divulgada, para que dela perdurem o exemplo e a memória.
Aí vão alguns e-ndereços onde poderão recolher-se elementos sobre Irena Sendler.
Um abraço muito cordial!


http://www.irenasendler.org/

http://afp.google.com/article/ALeqM5iRyltOoDRDS2qF0fNtgQTxnb9qPg


http://www.annefrank.dk/rescuers/new_page_2.htm


De Teresa a 15 de Maio de 2008 às 15:19
Caro Jorge:
Sinto-me culpada.
Irena Sendler, a mae dos meninos do holocausto foi realmente uma mulher muito corajosa. O blogué POR UM MUNDO MELHOR já lhe prestou homenagem duas vezes: em vida e agora ao falecer.
Confesso: o meu mundo é o do Rauschenberg e nao o da Irena Sendler.

Saudacoes de Düsseldorf.
De jorge casstilho a 15 de Maio de 2008 às 15:36
Cara Teresa
Não tem de sentir-se culpada, nem o meu comentário continha qualquer censura. Pretendeu ser apenas um alerta para um esquecimento perfeitamente natural, já que Irena Sendler não era propriamente uma figura mediática.
Também não aceito a sua confissão, porque alguém cujo mundo é o das artes (como intuí do que afirma) não conseguirá, seguramente, alhear-se do belo que emana de gestos como o de Irena Sendler ou do nosso Aristides de Sousa Mendes (para citar apenas dois exemplos dessa época trágica). Estou certo de que a sua sensibilidade estética não está blindada, mas será apenas a componente mais "visível" da sua sensibilidade humana, integral.
Aceite saudações muito cordiais desde Coimbra.
De Afonso Reis Cabral a 16 de Maio de 2008 às 07:36
Caro Jorge,

De facto, basta ler o excelente livro do bem documentado Leon Uris, "Mila 18", para perceber o quão heróicos foram os gestos de Irena Sendler! Morreu uma mulher justa.
Obrigado pelos "links".

Abraço cordial!
De Teresa a 15 de Maio de 2008 às 18:20
Desculpa, Afonso, de estar a abusar do teu blogue.

Caro Jorge:
Admiro pessoas como voce e o grupo POR UM MUNDO MELHOR.
Mas tente compreender-me:
As atrocidades do "Dritte Reich" já se passaram à quase 70 anos. E sempre que vou a Portugal as pessoas nao me falam de outra coisa. A minha melhor amiga portuguesa está sempre a referir-se ao Aristides. Ela nao consegue perdoar-me por eu ter casado com um alemao.
A nova geracao alema nao tem culpa do que se passou nessa altura.
Já agora nao esqueca os alemaes: Oskar Schindler e Dietrich Bonhoeffer.

Um abraco para Coimbra de Düsseldorf.
De jorge castilho a 16 de Maio de 2008 às 00:14
Cara Teresa
Não peço desculpa ao Afonso por abusar do blogue, pois estou certo de que ele apreciará que o Janelar seja também uma tribuna livre para construtivo debate de ideias.
E vamos a elas:
Há uns anos visitei Nuremberg, com um amigo alemão que me levou aos arredores da cidade, ao local onde Hitler proferia os seus inflamados discursos perante magalómanas hostes. Achei estranho que o local (onde já só resta o gigantesco "púlpito", pois o terreno foi transformado num parque desportivo), não constasse dos roteiros, uma vez que é talvez aquele que mais vezes surge no cinema e na televisão (nomeadamente em documentários de Leni Riefenstahl, uma Mulher cujo génio multifacetado muito admiro). A explicação dada pelo meu amigo foi a de que os alemães querem esquecer.
Ora há coisas que não podem, nem devem, ser esquecidas. Por um lado isso seria desonestidade intelectual para com as novas gerações, a quem se não devem passar atestados de menoridade, mas antes expor os factos para que os julguem e evitem que eles se repitam. Por outro lado seria indesculpável desrespeito pela memória de todos quantos sofreram as consequências dos despotismos. E sublinho que isto não tem a ver apenas com o "Dritte Reich", mas antes com todos os regimes desrespeitadores dos mais elementares direitos humanos, fossem o de Hitler, o de Staline, o de Ceausescu (para citar apenas alguns). E já não falo nos genocídios que se vêm cometendo em África - que nós, europeus, encaramos, displicentemente, como coisas de selvagens. Permito-me recordar-lhe que recentemente, já na sua geração, em plena Europa dita civilizada, se cometeram outros genocídios na ex-Jugoslávia, perante uma chocante passividade que consentiu a morte de milhares e milhares de homens, mulheres e crianças.
Por tudo isto (e muito mais que o espaço não me consente aqui referir) cara Teresa, não pode, não deve apagar-se a memória. Nem a dos maus, nem a dos bons (recorro a esta redutora dicotomia para simplificar...). Para que não mais se consintam os crimes dos primeiros e para que se ensinem aos mais novos os extraordinários exemplos de altruísmo (de pessoas como Schindler, Irena, Bonhoeffer, Sousa Mendes e tantos outros) num mundo de cada vez mais egoísta!
Acredite que não sou xenófobo nem germanófobo! Pelo contrário, tenho bons amigos alemães e admiro muitas das qualidades do povo alemão: de trabalho, de rigor, de coragem, de persistência, de "fome" de cultura...
(A propósito, permita-me que lhe diga que a tal sua "melhor amiga" provavelmente não o será assim tanto, pois se o fosse nunca questionaria o facto se ter casado com um alemão!...).
Provavlemente está a achar o meu discurso passadista. Admito que o seja. É o discurso de alguém que já viveu mais de meio século, que assistiu a coisas extraordinárias, mas também outras execráveis. Alguém cujo Pai foi preso pelo regime salazarista apenas porque defendia a liberdade e a justiça social. Alguém que foi violentamente agredido pela polícia na Crise Académica de 1969. Alguém que foi forçado a participar na Guerra Colonial, em Angola, onde viu morrer alguns amigos mas também se consternou com outros amigos que gostavam de matar... E apesar de eu ter participado nessa guerra, não me considero dela culpado, antes vítima (só eu sei o que ela me afectou). Por isso, e por uma questão de inteligência básica, não culpo o povo alemão pelas atrocidades do nazi-fascismo de Hitler. E se alguém o faz comete reprovável acto de estultícia
As guerras, cara Teresa, são sempre algo bem mais terrível do que as imagens que delas nos chegam. Ainda assim, e a propósito do que se passou "há quase 70 anos", como sublinha, recomendo-lhe vivamente que quando puder ir até França se desloque à verde região da Normandia e nela visite o espantoso Museu de Caen e as praias onde aconteceu o desembarque dos Aliados no Dia D. Estou certo de que mudará de ideias e que o que então aconteceu (há pouco mais de 60 anos...) passará a fazer parte do seu Mundo, que é o Mundo real, aquele onde os seus filhos irão viver - e que, infelizmente, não é só cor-de-rosa e azul celeste...
Pedindo (a si e ao Afonso) que me perdoem a extensão do comentário (que não pretende ser paternalista!) agradeço a frontalidade e a gentileza com que me respondeu.
Venha um dia a Coimbra!
De Teresa a 16 de Maio de 2008 às 10:05
Meu caro Jorge:
Numa outra ocasiao vou-lhe responder minuciosamente.
Hoje só quero prestar homenagem às suas palavras.
Estou 100% de acordo consigo.
Um abraco caloroso para Coimbra, a cidade a que tenho muito carinho . Aí estudou o meu pai.
De jorge castilho a 19 de Maio de 2008 às 01:40
Cara Teresa
Grato pela sua gentileza, fico então à espera da tal resposta mais minuciosa.
Saudações muito cordiais, desde Coimbra.
De Teresa a 19 de Maio de 2008 às 12:58
Aos dois janelares peco muita desculpa, todavia tenho que usar o v/blogue.

Caro Jorge enlance o meu blogue:

http://ematejoca.blogspot.de

Ele está aqui na blogosfera; o que desde já agradeco ao Afonso.

Eu gostava de por o seu comentário nele, e assim podia responder-lhe à vontade sem ter medo de incomodar o Janelar.

Espero notícias suas e até lá um abraco.
De jorge castilho a 19 de Maio de 2008 às 19:50
Cara Teresa
Claro que pode colocar o comentário no seu blog.
Também lhe mando o meu e-mail:
jorgecastilho@gmail.com
Cordiais saudações do
Jorge Castilho

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John Osborne
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