Sábado, 30 de Junho de 2007

Os problemas das campanhas publicitárias

Publicado por José Tomás Costa às 13:31
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Porquê?...



Não percebo como é que a Compal se lembrou de uma campanha publicitária que raia os limites da estupidez, também não percebo como é que (por extenso para ser mais explícito) doze mil, trezentas e quarenta e duas pessoas já assinaram a petição que pretende implementar o “Dia Nacional da Fruta”.
Estão todos loucos? Haver um “Dia Nacional da Fruta” é quase tão inconclusivo e inútil como o actual “Dia Nacional dos Centros Históricos”, ou como o “Dia Nacional dos Moinhos”, ou como o “Dia Nacional do Cigano”…
Pois. Vistas as coisas assim, esta iniciativa da Compal é mesmo capaz de ir para a frente…
Publicado por Afonso Reis Cabral às 11:50
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Poesia breve I

Sob o luar de Londres
Longas são as horas
Em que a chuva é fogo cruzado.

Publicado por Afonso Reis Cabral às 10:58
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Filipe Oliveira Dias

Gostei de conhecer, através da revista Visão, o percurso de Filipe Oliveira Dias (site disponível), arquitecto criador da cadeira Flame, que a Casa Branca escolheu para a remodelação da sala de imprensa, divisão onde recaem todos os olhos do mundo.
Para além deste enorme sucesso, podemos descobrir muitos outros, quer a nível nacional como internacional.
Este é, de longe, o mais curioso:
«Voltando às cadeiras, recorda a encomenda de um proprietário de um café histórico do Porto, convertido em depositário de senhores da terceira idade. "Surgiu a ideia de fazer uma cadeira confortável durante os primeiros minutos, mas que, passado algum tempo, se tornava desconfortável."
Chamou-lhe 20 minutos. Afinal, cadeiras há muitas…»
Publicado por Afonso Reis Cabral às 08:41
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Quinta-feira, 28 de Junho de 2007

Gordon Brown


A história do homem que se tornou finalmente no primeiro-ministro britânico vale a pena ser contada. Gordon Brown nasceu na Escócia em 1951, filho de um pastor da Igreja Presbiteriana. Influenciaram as suas posteriores opções políticas a pobreza e o desemprego que observou à sua volta. Foi um aluno brilhante que com 16 anos entrou na Universidade para estudar História. Fã de râguebi até hoje, lesionou-se num jogo e perdeu a visão devido ao deslocamento da retina. Com 17 anos passava os dias no hospital. Depois de várias operações, recuperou a visão do olho direito, a do esquerdo, nunca mais. Após acabar o curso com notas de excepção, dedica-se a um doutoramento sobre a Escócia e o Partido Trabalhista.
Mente brilhante, o sobredotado Brown acreditava que bastavam as ideias e o trabalho para ganhar a liderança do Labour. Em Londres, vai trabalhar no mesmo gabinete que o jovem Blair, um entusiasta. Ensina-lhe o que sabe, tomando-o como um aluno. Mais tarde, esse pupilo vindo de Oxford passar-lhe-ia à frente. Blair disse numa entrevista não acreditar na vitória do próprio partido e esperar que isso afastasse o então líder, Neil Kinnock. Tinha razão, e quando chega o momento de escolher o novo líder, Brown, o preferido, não quis disputar o lugar com Jonh Smith, a escolha dos mais tradicionalistas, por lealdade ao homem com quem trabalhara durante anos, nas palavras do próprio Brown. Quando Smith morre, em 1994, Blair é o preferido. Os dois amigos que lutaram por reformar o partido tornaram-se adversários. Ao contrário de Brown, um intelectual, Blair tem uma imagem carismática. Após a vitória deste, Brown continua um "workaholic", discreto, mas tem agora vida privada. Casa-se e morre a primeira filha, vindo a ser diagnosticado ao terceiro uma doença sem cura. Foi o chanceler do Tesouro (ministro das finanças) que Tony Blair nunca demitiu, e agora chegou finalmente onde queria, como primeiro-ministro.
Publicado por Afonso Reis Cabral às 12:33
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Conversas de autocarro

Duas senhoras a conversar no autocarro. Uma delas diz que tem de sair de casa às cinco e meia da manhã para chegar às sete e meia ao emprego. Depois de a primeira ter descrito detalhadamente o seu percurso diário entre metros e autocarros, a outra, com pouco para dizer, exclama:
- Saúdinha é que'é preciso!
- E graça de Deus, responde a primeira.
- Sim, principalmente isso - remata a segunda...
Publicado por José Tomás Costa às 11:51
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Terça-feira, 26 de Junho de 2007

Publicidade Amnistia Internacional

Publicado por Afonso Reis Cabral às 22:05
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Nem todos são pequeninos

Parece que Maria José Nogueira Pinto vai apoiar a candidatura de António Costa à Câmara de Lisboa.
Embora não goste do personagem, como aqui já o disse, se Maria José Nogueira Pinto considera que Costa é a melhor opção para Lisboa, deve apoiá-lo e assim contribuir para tirar a capital do lodo.
Do Grego (politiké), a palavra “política” quer dizer “governo da cidade”, ou “ciência do governo das nações.” A cidade, ou a nação, deveria vir antes de intrigas ou de pequenas lealdades partidárias que não raras vezes contribuíram para a ingerência de Lisboa. Para além do mais, Maria José Nogueira Pinto desfiliou-se (=desencantou-se) do CDS/PP e por isso já nem sequer cordas tem que a amarrem a um partido.
Não excluo a hipótese (quem sou eu para descortinar intenções que nunca poderei comprovar?), mas penso que não se trata só de uma “miserável ambição”. Maria José Nogueira Pinto até pode ser “uma vulgar possidónia”, no entanto isso não invalida que tenha princípios morais altos.
João Gonçalves dá mais importância aos partidos, eu dou mais importância a Lisboa.
Publicado por Afonso Reis Cabral às 09:49
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Domingo, 24 de Junho de 2007

XXIV Regata de Barcos Rabelo


Hoje, pelas seis horas da tarde, decorreu a já tradicional regata de barcos rabelo nas águas lapidadas a tons de cinzento do Rio Douro. A Confraria do Vinho do Porto, aproveitando os festejos de S. João, organiza desta feita a XXIV regata destes característicos barcos que outrora traziam o vinho das encostas sulcadas das vinhas até às inebriantes caves de Vila Nova de Gaia, do outro lado do rio.
Numa renhida competição cheia de inesperados reveses, os barcos das diversas marcas históricas de Vinho do Porto competem pelo primeiro lugar numa regata que parte do Cabedelo, junto à foz do Rio Douro, e que tem como meta a ponte D. Luís. Quando o vento, numa incrível teimosia, torna as velas pandas, ouve-se um clamor de preocupação e de angústia. Mas quando o vento torna a insuflar as velas, a esperança renasce com ele. À medida que as embarcações avançam, como que imparáveis, a regata toma contornos mais definidos e as apostas sobre quem ganhará tornam-se mais seguras. Uma tarde bem passada com o Douro como pano de fundo.
Este ano foi a MARTINEZ que ganhou. Parabéns.

Fotos: Afonso Reis Cabral

Publicado por Afonso Reis Cabral às 19:40
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Sábado, 23 de Junho de 2007

Noite de S. João


Publicado por Afonso Reis Cabral às 22:30
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Sexta-feira, 22 de Junho de 2007

Leituras


Acabados os exames comecei uma nova e mais agradável tarefa: pôr a leitura em dia...
Anteontem acabei o recém editado livro de Tolkien, Os filhos de Húrin. Para aqueles que, como eu, gostam do mundo fantasiado criado por Tolkien, Os filhos de Húrin é a não perder... Não o aconselho para quem não conhece O Senhor do Anéis ou mesmo O Hobbit. Não é um livro de iniciação a Tolkien por ser um pouco pesado, mas de agradável leitura, bastante mais simpático que o Silmarilion, que nunca consegui acabar de ler...
Fica aqui a sugestão. Não vou adiantar pormenores da história, mas acaba de forma bastante trágica...
Agora, comecei a ler a Ilustre Casa de Ramires."Simplesmente delicioso", como diz uma das personagem. Estou tão agarrado à trama que não consigo parar de ler.
Publicado por José Tomás Costa às 22:57
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Sarkozy no G8

O Presidente francês Nicolas Sarkozy deu que falar quando se apresentou bastante desorientado aos jornalistas, na Conferência do G8. Dizem que ele estava bêbado, o presidente garante que só bebeu água e se atrapalhou com o atraso...
Publicado por Afonso Reis Cabral às 14:55
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Quinta-feira, 21 de Junho de 2007

António Costa percorre todas as capelinhas, deixa esmola e saca votos

Na época de campanha para as eleições de Lisboa, os candidatos despertam de uma letargia cultural e fazem questão de serem vistos nos lançamentos de livros, concertos, inaugurações, etc. Faz parte, digamos que é uma componente agradável ao conjunto. Fica bem. Nada disto espanta, nem é novidade. António Costa, por exemplo, já anda a percorrer todas as capelinhas.
Uma coisa é adornar a (pré-)campanha com uma componente cultural, outra é fazer promessas com o fim de sacar votos a um determinada faixa do eleitorado lisboeta. Com esse intuito, António Costa diz defender a união legal (poderá haver casamento sem casal? Divagações semânticas bem pertinentes….) de homossexuais. Desenganem-se os da tal faixa eleitoral, Costa não se move por sentimentos altruístas, quer apenas mais alguns votos. Vende-se por pouco, diga-se de passagem.
António Costa, candidato à Câmara de Lisboa, a mais importante e decrépita câmara de Portugal, deveria preocupar-se com problemas de primeira ordem como, por exemplo, o de pôr as contas em dia. Apoiar a junção legal de homossexuais não é, de todo, um problema que deva estar na lista de um candidato presidencial a Lisboa.
No meio do apoio ainda comedido de António Costa à “causa homossexual”, resta apontar uma das vertentes lúdicas da coisa, proferida por Ana Sara Brito (terceira na lista do PS a Lisboa): «Se o Governo ou o Parlamento aprovarem o alargamento do casamento aos homossexuais, estes poderiam casar-se numa cerimónia civil dos casamentos de Santo António
Publicado por Afonso Reis Cabral às 19:39
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Actualizações

Devido à época de exames nacionais, os bloggers do Janelar têm andado a meio gás, mas a toda a brida para estudar. Agora que já completámos as nossas obrigações curriculares, o blog volta à velocidade de cruzeiro e com novidades.
Antes do mais, o nosso amigo Tomás fez ontem anos. No meio de um exame de economia, a festa ficou um pouco para segundo plano, no entanto sabe sempre bem. Parabéns (atrasados…)!
Publicaremos dentro em breve uma entrevista exclusiva ao pintor Jaime Isidoro, que amavelmente nos recebeu na sua galeria.

Publicado por Afonso Reis Cabral às 14:10
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Terça-feira, 19 de Junho de 2007

Rápida História de Portugal

Para aqueles que vão fazer exame de história aqui deixo um pequeno resumo para pôr as ideias no sítio.

Publicado por José Tomás Costa às 20:17
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Leituras

Achei este post de José Bandeira interessante.
Publicado por Afonso Reis Cabral às 09:37
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Domingo, 17 de Junho de 2007

Ave Maria



Nas celebrações do 250 aniversário da morte de Bach, Bobby McFerrin interpreta o grande compositor em "Swinging Bach". Ele e o público.
Nunca tinha visto nada assim. Fabuloso, não é?
Publicado por Afonso Reis Cabral às 18:22
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Quinta-feira, 14 de Junho de 2007

Livros, ventos e racismo


Depois de ler num sopro o livro “Estação das Chuvas”, de José Eduardo Agualusa, muitos são os pensamentos derivados, como raízes bebendo da mesma água. Há livros que passam por nós como uma brisa: agradáveis, mas efémeros. Outros há como uma rajada: incomodativos, mas cedo se aperta o casaco e esquece-se a agitação. Livros são ventos. Este em particular, se eu vivesse nos trópicos, diria que é como o vento Alísio: regular e carregado de humidade, por isso persistentemente incomodativo, o que é bom.
Muitos são os dramas que o livro descreve, desde a guerra do ultramar até à guerra civil de Angola, passando pelo racismo contra os mulatos. Pegando neste último ponto, muitos são os pensamentos que dele derivam (as tais raízes bebendo da mesma água).
Por favor, não questionem a lógica narrativa, já que escrevo entre o ricochete do pensamento.
Uma das raízes sobre o tema “racismo” que o livro me suscitou enterra-se na visão que o europeu tem de muitos dos actuais conflitos existentes em África, principalmente a subsariana. Muitas vezes, quando se fala sobre o assunto, surge sempre alguém com uma tirada mais ou menos condescendente, deste estilo: “Ah, isso em África é sempre assim!...” Não será esta uma atitude racista, ainda que não intencional? Digo isto porque a tirada põe o europeu que a pronunciou num nível superior, abastado, ao mesmo tempo que condescende com um facto que toma como consumado. Ou seja: para aqueles tipos já não há salvação! É racista porque esquece os inúmeros conflitos que a Europa enfrentou ao longo do século passado, incluindo as duas grandes guerras, já para não falar no recente massacre da Bósnia. Doze anos é muito pouco tempo. Com este pensamento não se desculpa de maneira nenhuma os inúmeros genocídios que a África subsariana já enfrentou, apenas se demarca uma atitude que passa também por cruzar os braços em sinal de resignação.
Isto vale o que vale (muito pouco), no entanto penso que esta é mais uma vertente do racismo, que nunca é unilateral:
“A paixão por Paulete transformara-se num sentimento perigoso. Telefonava-lhe todos os dias, ia buscá-la à embaixada de Itália, onde ela trabalhava. Fazia-lhe chegar longos poemas de amor. Paulete tratava-o muito mal. «Nascer branco», dizia-lhe, «é uma desgraça pior do que nascer sem pernas. É nascer sem alma.»”
Publicado por Afonso Reis Cabral às 19:00
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Pedra Filosofal

Porque o sonho comanda a vida, fica aqui o poema musicado de António Gedeão:

Publicado por Afonso Reis Cabral às 15:52
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Quarta-feira, 13 de Junho de 2007

Crimes de Honra

Venho hoje escrever sobre uma situação que continua a deixar-me perplexa de tão corrente que ainda é, em pleno século XXI. O assunto que me deixa assim chocada são os assassinatos de honra realizados por algumas famílias muçulmanas extremistas um pouco por todo o mundo.
Ainda hoje li a história de Banaz, uma jovem de 20 anos a viver em Inglaterra, para quem possa pensar que estas coisas só acontecem no Médio Oriente. A própria família tomou a decisão de a matar, tarefa que executaram o tio e o próprio pai, que foram sentenciados a prisão perpétua, e outros homens, alguns dos quais conseguiram fugir. O motivo é tragicamente comum nestes crimes: Banaz apaixonou-se pelo homem errado (que também era muçulmano) e beijou-o, rejeitando assim o noivo que a família lhe impôs.
O que me indigna ainda mais é que a jovem procurou várias vezes a ajuda da polícia britânica pois a família já a havia tentado matar outras vezes. Mas o apelo foi tragicamente ignorado e as consequências foram mesmo as piores, acabando o corpo por ser encontrado dentro de uma mala de viagem, enterrada num jardim.
Recordo-me de um livro que nunca esqueci verdadeiramente, "Queimada Viva". Pego nele e é a mesma história que me está a ser contada:
"A minha mãe fala: - Não podemos pedir ao nosso filho, ele não será capaz, é muito novo. [...] Deves tratar dela, mas tens que te desembaraçar rapidamente. [...]
Sinto o cheiro a petróleo..."



Onde está a honra nestes crimes?
Publicado por Afonso Reis Cabral às 19:08
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"I should find myself degraded if I descended to finding out if my convictions suited every man in the audience before I uttered them."
John Osborne
in A subject of scandal and concern

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