Quinta-feira, 31 de Maio de 2007

"Booket"


A Dom Quixote lançou hoje uma nova marca, os livros “Booket”. Com preços e tamanhos diminutos, esta nova marca alia o formato maleável à qualidade de impressão. O desafio é reeditar os principais títulos da Dom Quixote neste novo formato, esperando-se grande adesão por parte do público.
Boas notícias para os leitores compulsivos como eu.
Publicado por Afonso Reis Cabral às 20:50
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O Grande Show do Dador

Por norma, não comento programas de televisão, especialmente reality shows. Não comentei a anormalidade de “A Bela e o Mestre” nem outros que tais.
No entanto, depois de ler esta notícia, não posso não comentar dado que foram ultrapassados todos os limites.
Neste reality show, em último caso, decide-se quem vive e quem morre. Manipula-se sem qualquer tipo de escrúpulos as emoções humanas e põe-se três pessoas desesperadas numa situação que pensam ser a única possível. Não olham aos meios para alcançar os fins: audiências, muitas audiências. Dinheiro, muito dinheiro.
É um formato pérfido e menospreza todos os critérios éticos. Não percebo como é que um programa destes chega sequer a ser imaginado, quanto mais a ser posto em prática. Melhor: percebo, mas não aceito.
Como sempre, o ser humana tem necessidade de justificar as suas acções. O caso não é diferente. Diz o director da BNN que o programa “servirá para chamar a atenção para a falta de órgãos para doação na Holanda e defende que as probabilidades de os doentes receberem um rim num reality show "é maior" que no sistema de saúde.” Onde parará a hipocrisia?

Amanhã decide-se em directo quem vive e quem morre.

.......................................................................................................
Blogosfera

Sobre o mesmo assunto, outras leituras (em actualização):

"O Grande Sádico", Daniel Oliveira no Arrastão

"There's no business like show business", Tiago Machado da Graça no Incontinentes Verbais

Publicado por Afonso Reis Cabral às 08:25
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Quarta-feira, 30 de Maio de 2007

No país em que a democracia ainda não está bem enraizada...

De acordo com informação prestada por uma fonte da empresa, a rede do Metro do Porto está a funcionar a cerca de 50 por cento da sua capacidade, depois de terem sido cortados cabos de comunicação, o que deixou vários pontos do sistema sem poderem comunicar entre si.
Publicado por Afonso Reis Cabral às 23:34
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Paraíso laboral

Este blog, ao contrário de outros, não fez greve.
Os funcionários estão em plena concordância com os seus patrões. De facto, não existem divergências absolutamente nenhumas.
Temos todas as regalias, somos bem pagos e adoramos o nosso trabalho. Por vezes, temos todo o gosto em continuar no posto de trabalho pela noite dentro sem sermos remunerados por isso. Ocasionalmente, se assim for necessário, acordamos quando a madrugada ainda mal raiou para antecipar serviço.
Falo por mim, pelo menos. Penso que os meus colegas sentem o mesmo, ou não fosse isto um verdadeiro paraíso laboral.
Por tudo isto, vemos com pesar que esta comunhão perfeita entre trabalhador e patrão não foi atingida noutros locais similares a este nosso pequeno estaminé…
Publicado por Afonso Reis Cabral às 23:03
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Carla Bruni



Jovem promessa da música francesa, Carla Bruni tem uma voz característica e bonitas letras num estilo romântico. Já perdi a conta ao número de vezes que pus a tocar "Quelqu'un m'a dit"...

Publicado por Afonso Reis Cabral às 15:00
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Terça-feira, 29 de Maio de 2007

Portugal, Um Retrato Social

Chamaram-me a atenção para a grande qualidade desta série em formato de documentário que foi produzida pela RTP e tenho que concordar. Trata-se de um retrato da nossa sociedade e das diferenças que esta vem sofrendo, para melhor ou pior, nas últimas décadas. Para quem perdeu os episódios ou queira revê-los, basta clicar aqui. A autoria é de António Barreto e a realização de Joana Pontes.

Publicado por Afonso Reis Cabral às 18:00
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Segunda-feira, 28 de Maio de 2007

Puxar a brasa à sardinha


Não percebo como é que a blogosfera em geral, entretida com Lisboa, ainda não se deu ao trabalho de debater este assunto.
Publicado por Afonso Reis Cabral às 18:25
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Bertolt Brecht

SENTE-SE

Está sentado?
Encoste-se tranquilamente na cadeira.
Deve sentir-se bem instalado e descontraído.
Pode fumar.
É importante que me escute com muita atenção.
Ouve-me bem?
Tenho algo a dizer que vai interessá-lo.

Você é um idiota.
Está realmente a escutar-me?
Não há pois dúvida alguma de que me ouve com clareza e distinção?
Então
Repito: você é um idiota.
Um idiota.
I como Isabel, D como Dinis, outro I como irene, O como Orlando, T como Teodoro, A como Ana.
Idiota.

Por favor não me interrompa.
Não deve interromper-me.
Você é um idiota.
Não diga nada. Não venha com evasivas.
Você é um idiota.
Ponto final.

Aliás não sou o único a dizê-lo.
A senhora sua mãe já o diz há muito tempo.
Você é um idiota.
Pergunte pois aos seus parentes se você não é um.
Claro, a você não lho dirão
Porque você se tornaria vingativo como todos os idiotas.
Mas
os que o rodeiam já há muitos dias e anos que sabem
que você é um idiota.
É típico que você o negue.
[...]

A escrita interventiva do alemão Bertolt Brecht, nos anos 20. Poeta e importante dramaturgo do seu tempo, provoca o leitor para o fazer participar activamente na obra.

Publicado por Afonso Reis Cabral às 15:17
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Onde é, afinal, o deserto?


Pode-se debater os argumentos, nunca – só em circunstâncias extremas... – os argumentadores. No recente caso de Mário Lino e da consequente resposta em cartaz da JSD de Setúbal foi, no entanto, o que se verificou. Ao atacar o Ministro das Obras Públicas e não os seus argumentos, a juventude social-democrata descredibilizou ainda mais o debate. Erradica-se a luta de argumentos e perde-se a credibilidade dos argumentadores.
O verdadeiro deserto não está na margem sul ou na margem norte, está nas mentes de quem arranca pela raiz a hipótese salutar de debate. Não é assim que se faz política.
Publicado por Afonso Reis Cabral às 14:34
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Carmen, a ópera que veio ao Porto



É frustrante que tantas vezes os eventos culturais se concentrem em Lisboa apenas e o Porto seja esquecido. Tive portanto uma agradável surpresa quando a ópera de Bizet «Carmen» esteve em cena por três dias neste mês de Maio, praticamente enchendo o Coliseu.

Coloco aqui a minha passagem favorita, letra e música (naturalmente noutro contexto). Não sendo a habitual apreciadora de ópera, espero que iniciativas destas surjam mais vezes. Só tenho pena que o guarda-roupa não seja como o original...



L'amour est un oiseau rebelle
que nul ne peut aprivoiser,
et c'est bien en vain qu'on l'appelle
s'il lui convient refuser...

L'amour est enfant de Bohême,
il n'a jamais, jamais connu de loi;
si tu ne m'aimes pas, je t'aimes;
si je t'aime... prends garde à toi!

ou
O amor é um pássaro rebelde
que ninguém pode aprisionar,
é bem inútil chamá-lo
pois só vem quando quer.

O amor é cigano,
nunca, nunca conheceu qualquer lei;
se não me amares, eu te amarei;
se eu te amar... toma cuidado!
Publicado por Afonso Reis Cabral às 14:15
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Domingo, 27 de Maio de 2007

Outdoors em Lisboa



Pois é, o camarada Botelho tem razão: os cartazes do PSD para Lisboa deixam muito a desejar. O que vale é que, desta vez, a concorrência não fez melhor.
(Pedro Picoito n'O Cachimbo de Magritte)


Publicado por Afonso Reis Cabral às 21:12
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Cobra Rateira

(Carregar na foto para ampliar)

Esta foto não fica a dever nada às da National Geographic Magazine. Foi tirada na Serra da Arrábida por Teresa Queiroz de Andrada Gameiro.
Publicado por Afonso Reis Cabral às 13:20
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Sábado, 26 de Maio de 2007

Lobo Antunes na 77ª Feira do Livro de Lisboa

Hoje, António Lobo Antunes foi à 77ª Feira do Livro de Lisboa. Sendo a terceira ou quarta pessoa numa longa bicha que esperava por um autógrafo, pude captar o ambiente de antecipação que se fazia sentir. Um sol fugido por entre nuvens cinzentas atirava os seus raios às pessoas que, quietas, pareciam derreter aos poucos.
Lobo Antunes tardava em aparecer. Os media enxameavam à volta das pessoas, prontas a responder a perguntas óbvias como “o que é que a trás aqui?”.
Com atraso, António Lobo Antunes acabou por chegar enfiado num chapéu preto.
Abraços, beijos. Estás com óptimo aspecto! O chapéu fica-te bem!...
Já sentado, o escritor começou a autografar livros. À minha frente, uma senhora que vinha a desenvolver uma conversa desinteressante sentou-se finalmente para ver os seus livros assinados.
Levava quatro livros na mão.
Depois de assinar os três primeiros, António Lobo Antunes reparou que o quarto não era da sua autoria.
- Mas este livro não é meu…
- Pois não! É um livro de estudo sobre a sua obra. Sabe que eu estudo-o, estudo-o muito…
Com um revirar de olhos, Lobo Antunes começou a assinar o livro dobrando com as mangas a ponta da folha. Repôs o vinco no sítio com um gesto lento e desculpou-se com visível ironia:
- Desculpe, estava a dobrar o seu livro favorito…

Publicado por Afonso Reis Cabral às 19:59
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Parabéns

O blog Incontinentes Verbais também mudou de visual, espero que o new look lhes dê azo a cada vez mais incontinências!
Publicado por Afonso Reis Cabral às 10:01
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Hillary Clinton no You Tube

Hillary Clinton enveredou pela política light via You Tube...

Publicado por Afonso Reis Cabral às 09:41
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Irrisório


(Imagem do blog WeHaveKaosInTheGarden)

Nunca pensei que Mário Lino e Almeida Santos pudessem dizer tamanhas incongruências. Um diz que a margem sul é um deserto, o outro acrescenta que se as pontes fossem dinamitadas estava criado um grande problema de aviação internacional.
Posteriormente, o Ministro das Obras públicas vem dizer que não, que só é “um deserto” na zona em que se poderia construir o novo Aeroporto Internacional de Lisboa. De facto, não haver nada no sítio onde se quer construir de raiz um aeroporto não é uma mais valia? (Obrigado Teófilo pela chamada de atenção no post “Voando sobre um ninho de cucos”.) A acreditar em Mário Lino, que interesse teria alguém em destruir uma ponte que leva a lado nenhum, a um deserto?
Bem.
Com um pouco de imaginação até é possível rir um pouco destes dois argumentos, com um pouco de inteligência é possível ver até aonde estas lógicas destrambelhadas levam e então o riso dá lugar à preocupação.

Publicado por Afonso Reis Cabral às 08:55
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Sexta-feira, 25 de Maio de 2007

Charruar a direito

Portugal em peso comenta o “caso Charrua”. Até parece que a liberdade de expressão está em causa.
Gosto de tratar os bois pelos nomes, sem histerias analíticas. De facto, a liberdade de expressão não está em causa. Era só o que mais faltava.
Este caso é a mais pura demonstração de um mal universal: a mesquinhez. A mesquinhez do(a) delator(a) que foi denunciar o colega por este estar a “insultar” o PM e da directora da DREN que, das duas uma, ou parece ter visto na ocasião uma forma de cair nas boas graças de José Sócrates, ou confiou piamente no relato hiperbólico que o(a) bufo(a) lhe narrou. Involuntariamente ao não, saiu-lhe o tiro pela culatra.
Assim, a forma de encerrar o assunto é fazer as cabeças da directora da DREN e do(a) delator(a) rolar conjuntamente. Nestes casos, mais vale charruar o assunto a direito.
Este texto escrito às três pancadas dá a devida importância ao assunto, mais do que isto é divagar por análises fantasiosas e algo rebuscadas.
Publicado por Afonso Reis Cabral às 18:49
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Quinta-feira, 24 de Maio de 2007

No Japão

Publicado por Afonso Reis Cabral às 23:32
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Boa música (3)



Nunca tinha ouvido falar em José Campos e Sousa e de repente caiu-me este “Rodrigamente cantando” nas mãos. A surpresa não podia ter sido melhor.
Este álbum é uma homenagem a Rodrigo Emílio, amigo do cantor. As letras, por vezes complexas, são maravilhosamente adaptadas a uma voz como há poucas e a guitarra solta acordes às mãos do próprio Campos e Sousa.
Publicado por Afonso Reis Cabral às 08:30
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Quarta-feira, 23 de Maio de 2007

Ainda Hergé

Capitão Haddock

Engenheiro Ad Hoc
Publicado por Afonso Reis Cabral às 13:46
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"I should find myself degraded if I descended to finding out if my convictions suited every man in the audience before I uttered them."
John Osborne
in A subject of scandal and concern

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