Segunda-feira, 30 de Abril de 2007

Algures na Austrália...















Publicado por Afonso Reis Cabral às 19:26
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Domingo, 29 de Abril de 2007

Post estritamente pessoal

Obrigado.
Publicado por Afonso Reis Cabral às 17:03
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Juliette Benzoni

Sobretudo desde o sucesso de Dan Brown que tem vindo a proliferar nas livrarias um género com pouca tradição junto dos leitores portugueses - o romance histórico. Enquanto que alguns historiadores de renome se dedicam a contar os acontecimentos o mais fielmente possível, muitos escritores misturam alguns factos com muita imaginação. Na verdade, não vejo mal de maior nisso se o livro se apresentar como tal - uma obra de ficção. Sem dúvida que se podem revelar leituras empolgantes. Mas há que diferenciar. Recentemente li o livro "Rainhas Trágicas", de Juliette Benzoni. Trata-se de curtas biografias das mais diversas monarcas. Pode ler-se nas primeiras páginas do livro ou na contra-capa do mesmo a preocupação com a fidelidade "ao rigor dos acontecimentos históricos" e à "pesquisa e rigor documental". Palavras que se demonstraram puramente promocionais. Fiquei desiludida com a facilidade com que uma autora com tanta obra publicada escreve uma série de biografias todas semelhantes e fúteis, numa linguagem pobre e com um tom de telenovela. Desde uma rainha do Egipto que é descrita, para arrepio do bom gosto e meu também, como a "cinderela do Nilo", todo o livro se revela imperdoavelmente comercial. Com um pouco mais de trabalho, Benzoni poderia ter feito melhor. Caberá aos leitores saber exigir essa diferença.
Publicado por Afonso Reis Cabral às 15:01
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Sábado, 28 de Abril de 2007

Só nos Estados Unidos


Publicado por Afonso Reis Cabral às 20:22
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Agradecimento às mulheres portuguesas

Se fosse vivo, Salazar faria hoje 118 anos. Elementos da extrema-direita (PNR, MNTIR, etc.) e muitos outros saudosistas vão participar em manifestações, romarias, e restantes formas de demonstração de apreço por Salazar. Um grande ramo de flores deve estar incluído no programa…
Sendo assim, não resisti a transcrever as “palavras dirigidas às senhoras portuguesas que, de todos os pontos de Portugal, foram à residência do Presidente do Conselho levar-lhe flores, no dia 28 de Abril de 1959, data do seu 70.º aniversário.”
O PNR deve sentir-se especialmente visado…

Pediu-se que nenhuma manifestação se realizasse nestes dias, para que pudessem ser, como todos os outros, dias normais de trabalho. Solicitaram-se abstenções, negaram-se facilidades, fizeram-se esforços para evitar deslocações incómodas, ajuntamentos, ofertas, mesmo para que os jardins não fossem sacrificados a tão grande desperdício dos seus primores. Tudo inútil. Não só vós estais aqui, como trazeis, com as vossas flores, ricas ou modestas, pouco importa, a abundância de vossos corações. Isto quer dizer que não é possível lutar contra o coração feminino, se portador de um ideal, dedicações firmes e amizades desinteressadas. Eu ignorava que não vos deixareis vencer.
Mas não estão bem as coisas assim. Deviam inverter-se as situações e havia de ser eu a ofertar-vos as mais lindas flores, não tanto como recordações desta hora, mas em reconhecimento de quanto se deve nesta cruzada nacional à mulher portuguesa. São as mães, as esposas, as irmãs, as filhas dos portugueses que com o calor do seu afecto e a fortaleza do seu ânimo nos amparam na luta. Elas servem de apoio aos que são tentados a descrer e hesitam e se perturbam com dificuldades que vós não receais e nós estamos seguros de vencer.
Agradeço do fundo da alma a todas as Senhoras que tiveram a bondade e o incómodo de vir, e a todas as que sentem o pesar de não estar aqui, o carinho e os sentimentos de fidelidade de que desejaram dar neste dia tão tocante demonstração.
Bem hajam.

Publicado por Afonso Reis Cabral às 12:01
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Sexta-feira, 27 de Abril de 2007

"John West enjoy the worst to bring you the best"

Publicado por Afonso Reis Cabral às 22:01
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Quinta-feira, 26 de Abril de 2007

Parecidos

ou não?

Publicado por José Tomás Costa às 20:07
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A propósito de licenciaturas, esta em medicina...

Publicado por Afonso Reis Cabral às 18:04
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"A Vida Quotidiana"

Mais um livro para a Raquel, que tanto gosta de descobrir “a história por trás dos bastidores”, se assim se pode dizer.

Publicado por Afonso Reis Cabral às 16:55
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História da Vida Privada

Se tenho paixões, uma delas é a História. Tentarei explicar: para mim a História apresenta-se como um conjunto inesgotável de histórias que constituem o nosso passado e são o nosso presente, feito incrível da Humanidade, artimanhas perversas dos homens. Tantas vezes nas aulas me deixei levar pelos factos contados para imaginar o outro lado, aquele menos público, mil vezes mais misterioso, que é o da História privada. História dos governantes sim, mas dos governados, história dos grandes feitos e dos feitos do dia-a-dia. Como era viver naquela época? Que rotinas tinham as pessoas? O que pensavam disto ou daquilo? A História que vem nos manuais nunca me satisfez. Procurei outras fontes, descobri-as. E é maravilhoso o conhecimento assim adquirido, porque o absorve uma curiosidade honesta. Encontrei alguns livros que me entusiasmaram. Uma dessas colecções intitula-se «História da vida privada». São cinco volumes que retraram precisamente isso, do Império Romano à I Guerra Mundial. Não vou pretender que já os li a todos da primeira à última página, até porque são como enciclopédias, livros para quem realmente gosta do tema e que contituem ainda assim uma leitura densa que desafia o mais interessado dos leitores mas que, por isso mesmo, é profunda. A família, a educação, o homem, a mulher, a criança, o criado, a casa, o aborto, a honra, o trabalho... Tópicos tratados com rigor e enquadrados nos acontecimentos históricos da época conseguem dar uma nova visão da mesma História.

Publicação: Edições Afrontamento.
Publicado por Afonso Reis Cabral às 15:26
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Os placars da Remax

“A Remax vende dois imóveis por hora, venha descobrir porquê.”, ouve-se num anúncio televisivo. Lá descobrir porquê já eu descobri há muito tempo, principalmente por causa da Cristina Ponte. De cabelos aloirados, bastos, decidiu enveredar pela “venda agressiva”. Dia e noite observa a rotina da minha casa, olha descaradamente pela janela da sala. Não tem qualquer tipo de pudor, é descarada no que faz. Mantém-se firme na janela do prédio em frente e fita, fita…
Antes de conhecer a Cristina, eu julgava que as vendas agressivas praticadas na baixa por aldrabões de caderno em punho - Por favor, queira ter a bondade de conhecer as ofertas extraordinárias da nossa marca! - julgava eu então que estas vendas eram verdadeiramente agressivas. Pois. Isso foi antes de conhecer a Cristina.
A Cristina, essa, opta pela estratégia do silêncio. Dia e noite, sem descanso, sorri, sorri, sorri, alicia, alicia. Compra, compra! Gasta, gasta! (Até já me trata por tu, eu pelo contrário ainda mantenho os formalismos) Caso esteja interessado, a Cristina até tem um placard com o seu número de telefone.
É por causa da Cristina e da sua “passiva agressividade” que a Remax vende dois imóveis por hora.

Publicado por Afonso Reis Cabral às 09:37
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Apelos aos leitores

Quadro de Teresa Pinto Coelho
Publicado por Afonso Reis Cabral às 07:38
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Quarta-feira, 25 de Abril de 2007

"Um mau caminho para a liberdade"

Ora aqui está um outro exemplo flagrante da democracia à ouriço-cacheiro:

Vai chegar a Portugal, pela via paternal da UE, a criminalização da negação do Holocausto. Negar a existência do Holocausto vai dar pena de prisão, embora se admita que diferentes interpretações nacionais possam coexistir em função da tradição legal de cada país. Tal significa - uma típica demonstração da forma como funciona a UE - que a legislação aprovada pelos 27 tanto pode ser aplicada como não. Em Inglaterra não o será, em França já o é. O problema para nós é que, conhecendo a apetência do PS (e com ecos no PSD) pelo "politicamente correcto" e a necessidade do Governo em encontrar distracções grátis e inócuas para si, há todas as probabilidades de, daqui a uns dias ou uns meses, termos uma cópia portuguesa dessa legislação. (...)

Pacheco Pereira
(ler a continuação do texto no Abrupto)
Publicado por Afonso Reis Cabral às 15:08
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25 DE ABRIL

As revoluções, como os vulcões, têm os seus dias de chamas e os seus anos de fumaça.
Victor Hugo

Publicado por Afonso Reis Cabral às 09:59
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Terça-feira, 24 de Abril de 2007

A democracia ouriço-cacheiro

Nesta véspera do 25 de Abril, a nossa democracia alça em riste o estandarte que sempre defendeu: a liberdade. O ocidente em geral proclama inúmeras vezes a defesa da liberdade. Esta é, sem dúvida, uma luta digna e nobre.
No entanto, cá em Portugal, a democracia encrespou num sistema de auto defesa que me parece perigoso e despropositado. Encrespou “à ouriço-cacheiro”, ao mesmo tempo protegido, ao mesmo tempo inutilizado, quieto no local onde se enrolou!
Vejamos: parece-me contraditório e contraproducente que em nome da protecção de um dos grandes valores da democracia se vá contra o valor que se pensa defender. Um exemplo prático disto mesmo é a proibição de romarias à campa de Salazar por parte da Câmara de Santa Comba Dão.
A Câmara de Santa Comba Dão vê nas celebrações do aniversário de Salazar (dia 28 de Abril) uma manifestação de descontentamento e tem medo que ali se aglomerem elementos da extrema-direita portuguesa, que vê com bons olhos as medidas tomadas por Salazar contra a liberdade.
Proíbe-se contra os que querem proibir, priva-se os outros de liberdade com o pretexto de esses mesmos serem contra a liberdade!
Tudo isto me parece irónico – e no entretanto destas imposições, a nossa democracia continua encrespada, parada no local onde se enrolou, defendendo-se à ouriço-cacheiro.
Publicado por Afonso Reis Cabral às 21:18
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Sofá

Manuel Reis
Publicado por Afonso Reis Cabral às 18:06
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Liviu Librescu


Acabo de saber do papel heróico que Liviu Librescu, sobrevivente do Holocausto de 77 anos de idade, desempenhou no tiroteio da Universidade de Virgínia. Librescu, apercebendo-se da eminente ameaça, correu para a porta da sala onde leccionava mecânica sólida, travando-a com a força do seu corpo. Depois ordenou aos seus alunos que saltassem pelas janelas e continuou encostado à porta até que o último aluno saltasse, o que aconteceu tarde de mais pois Liviu Librescu morreu trespassado pelas inúmeras balas que Cho Seung-Hui disparava na tentativa de entrar na sala e liquidar toda a turma. Librescu foi enterrado em Jerusalém na passada sexta-feira.

Publicado por Afonso Reis Cabral às 07:39
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Segunda-feira, 23 de Abril de 2007

Dia Munidal do Livro

Neste dia Mundial do Livro lembrei-me de folhear o Fahrenheit 451, de Ray Bradbury. Um livro surpreendente sobre uma era sem livros em que as televisões de última geração, os carros ultra-rápidos e todo o tipo de novas tecnologias põem a leitura em segundo plano, condenando-a à censura pela ignição. Um livro sobejamente conhecido.

Os livros jaziam como se fossem peixes a secar. Os homens dançavam, escorregavam e caíam-lhes em cima. Os olhos de ouros dos seus títulos brilhavam, deslizavam, desapareciam.
- Gasolina!
Começaram a aspirar o líquido frio dos reservatórios numerados 451, ajustados às suas costas. Aspergiam cada livro, inundando todas as salas.
Depois desceram as escadas a correr; Montag, atrás deles, cambaleava por entre os vapores da gasolina.
- Vamos embora, mulher!
Ajoelhada entre os livros, ela acariciava o couro e o cartão inundados, seguia os títulos com as pontas dos dedos, enquanto os seus olhos acusavam Montag.
- Nunca levarão os meus livros – disse.
(…)
Afastou ligeiramente os dedos e na sua mão apareceu um pequeno objecto. Um simples fósforo.
(…)
Beatty moveu o ignidor para incendiar a gasolina. Muito tarde. Montag abafou um grito.
A mulher, à porta, estendeu o braço com um gesto de desprezo que os envolveu a todos, e esfregou o fósforo na balaustrada.
Por toda a rua as pessoas começaram a sair, correndo, das casas…

(Ray Bradbury, in Fahrenheit 451)


Publicado por Afonso Reis Cabral às 16:28
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Domingo, 22 de Abril de 2007

He's back

No CDS/PP nada de novo: Paulo Portas foi eleito nas directas com maioria absoluta. Mais do mesmo, isto é, o CDS/PP decidiu ser guiado por alguém sem espinha dorsal, politicamente falando. Portas contorce-se, adapta-se e ziguezagueia conforme lhe interessa.
Melhor ainda: Portas tem espinha dorsal, só que igual à das cobras.

Convém sempre rever isto.

Publicado por Afonso Reis Cabral às 21:22
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Celltone...

Eu sei que na busca de juventude eterna as pessoas se deixam enganar com facilidade, mas chegar ao ponto de gastar dinheiro em baba de caracol? Essa é boa!...


Publicado por Afonso Reis Cabral às 21:01
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"I should find myself degraded if I descended to finding out if my convictions suited every man in the audience before I uttered them."
John Osborne
in A subject of scandal and concern

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