Sexta-feira, 30 de Março de 2007

Sábado

A revista Sábado é um aglomerado de pechisbeque, muita ganga e, aqui e ali, um pouco de seriedade.
A edição de ontem, por exemplo, noticia um estudo inglês que diz que “os homens mais altos são também mais inteligentes (…), mais saudáveis, alegres, confiantes, menos queixosos e menos empertigados.” Mais do que ganga, isto é estupidez.
Mais: “Britney Spears junta-se a Timberlake”, “Nudistas no gelo”, “Maradona gordo”…
A Sábado publica também a escala das drogas mais perigosas segundo os cientistas britânicos do Conselho de Pesquisa Médica. O tabaco aparece em lugar, muito antes na escala de risco do que o Canábis, em 11º, e o Ecstasy, em 18º. No mínimo, curioso.
Bem, entre estudos duvidosos e notícias que são puro pechisbeque, lá aparecem uma ou duas entrevistas interessantes, dois ou três artigos a ler. Pacheco Pereira figurava entre esses “dois ou três artigos a ler”. Parece no entanto que Pacheco Pereira vai sair da Sábado, talvez por não colaborar com o “tratamento cruel, mesquinho e machista” que a revista deu a Odete Santos ao publicar as imagens da final de “Os Grandes Portugueses” com título “O show de Odete”… A sua posição moralista não se cinge só aos blogs!…
Entretanto, a revista Visão entrevista Bill Kovach que dá uma resposta que deveria ser tomada como uma directriz, tanto para a Sábado como para a Visão:
“Hoje, aposta-se muito no info-entretenimento, em busca de mais receitas, julgando que as pessoas querem é ser distraídas, em vez de informadas. Mas penso que esse é o caminho para a autodestruição… Para nos distrairmos, vamos ao cinema!”

Publicado por Afonso Reis Cabral às 11:30
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Quinta-feira, 29 de Março de 2007

Sobre o PNR e o seu cartaz

Penso o mesmo que Bernard Shaw: «O silêncio é a mais perfeita expressão do desprezo.» Nada mais a dizer.
Publicado por Afonso Reis Cabral às 18:19
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Que raio de cartaz é este?

Depois da vitória de Salazar num concurso de televisão eles recuperam ânimo...

(via 31 da Armada) (em baixo do avião diz: "Façam boa viagem")

O pequeno PNR decidiu colocar um, apenas um, cartaz em Lisboa, na Praça do Marquês, e a polémica instalou-se.

Aquilo que o PND devia estar a fazer, faz o PNR. Com a queda do CDS, o mal amado líder da oposição e um princípio de queda do governo, isto das urgências ainda vai acabar com Sócrates, o PNR procura ganhar espaço na Direita. Numa reportagem da SIC notava-se a tendência: os mais novos não vão com a conversa de limitar a imigração, mas o mais velhos sim. Depois da polémica das listas para a associação de estudantes de faculdade de letras, o PNR volta a estar na berra com este infeliz cartaz. Por amor de Deus, alguém lhes arranje um assessor de imagem!

Se não fosse o coro de vozes que se levanta para dizer mal de toda e qualquer acção do PNR, eles eram uma provável opção para o eleitorado de direita. Felizmente eles não tem jeitinho nenhum para as aparições públicas. O PND tem, portanto, uma boa hipótese para conquistar votos e arranjar um lugar sentado...

Este nacionalismo não é solução!
Publicado por José Tomás Costa às 17:35
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Sinal de angústia

Publicado por Afonso Reis Cabral às 13:36
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Sob a ventania do sonho

Inalcançavelmente perto,
Aqui à frente, onde a razão perde o sentido.
Perto de mais para estar tão longe!

A distância onde o braço chega
E a vontade consente
É um passo abissal para o ser humano…
Como se governássemos uma caravela
E fossemos os cabos e cordame,
Velas e mastro,
Leme e casco…
E percorresse da proa à popa
A vitalidade que estica os cabos e cordame,
Enche as velas e força o mastro,
Enriça o leme e empoleira o casco…
Mas a força do mar é maior
E o horizonte fica sempre mais longe.
(Inalcançavelmente perto,
Aqui à frente, onde a razão perde o sentido.
Perto de mais para estar tão longe!)

O sonho humano é um navio,
Irremediavelmente suplantado pelo mar,
Desamparadamente afundado na realidade.

Publicado por Afonso Reis Cabral às 00:07
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Quarta-feira, 28 de Março de 2007

Ora aqui está uma data que não podia ser mais inócua

Hoje é o Dia Nacional dos Centros Históricos.

Centro Histórico do Porto
Publicado por Afonso Reis Cabral às 16:44
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Perguntar não ofende

Ó Tomás, perante este teu post, o que é que dizes sobre este texto de Pacheco Pereira no Abrupto?...

O tratamento cruel, mesquinho, machista que alguns blogues, tidos como sendo de "direita", dão a Odete Santos deve envergonhar qualquer pessoa bem formada, independentemente de se concordar ou não com as suas ideias. Este é um dos exemplos de como o engraçadismo que passa por humor na blogosfera, onde há muitos Gatos Fedorentos-mirins, como analistas-mirins, críticos-mirins, escritores-mirins e acima de tudo muitas pessoas-mirins, não passa de uma miséria do pensar e de um defeito do carácter. Odete Santos é uma excelente deputada, trabalhadora quanto baste, advogada temível, conhecedora das suas matérias, que já vi desfazer com a maior facilidade alguns meninos (e meninas) que pensam que por serem mais elegantes e bonitos do que ela lhe são superiores. Já a vi , por exemplo, pôr na ordem com grande aisance um dos Gatos Fedorentos, que teve que engolir em directo uma graça demagógica. Mas estes são os tempos em que vivemos, e este protesto não vai mudar nada.

Publicado por Afonso Reis Cabral às 16:00
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Portugal, Um Retrato Social

Não podia concordar mais com esta crítica de Eduardo Pitta. A única diferença é que eu, que sou um espectador de outra geração, impressiono-me - e muito - com o mundo desaparecido dos anos 60/70.
Publicado por Afonso Reis Cabral às 12:19
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Terça-feira, 27 de Março de 2007

Por tudo isto

(via 31 da Armada)
Publicado por José Tomás Costa às 18:51
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A reacção de Odete Santos

Primeiro ficou muito nervosa e depois começa a despir-se... Se tivesse feito isso no documentário sobre o Álvaro Cunhal nem 10% tinha...

Publicado por José Tomás Costa às 18:51
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Paisagens Portuguesas (2)

Cúria
S.Miguel

Serra da Estrela

Infelizmente não sei quem é o fotógrafo

Publicado por Afonso Reis Cabral às 17:05
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O grande português (?)

O concurso dos Grandes Portugueses fez correr muita tinta e caracteres. Quase todos tinham uma opinião formada: uns não iam votar porque consideravam uma estupidez e outros votavam no seu grande herói ou então utilizavam o voto útil.
Entre os dois primeiros grupos estive no segundo: votei. E dentro deste voto estava apenas um voto útil...
Já escrevi sobre o assunto desde o início que disse que votaria em Salazar. Da primeira vez votei porque queria ver qual seria a reacção de toda uma sociedade que esconde com uma capa preta toda a época do Estado Novo, da segunda vez votei por voto útil: entre Cunhal(brrrr) e Salazar..., que venha o Sr. Doutor. Fiquei desiludido com o resultado. Não que os 41% seja pouco mas esperava que rebentasse um rebuliço. Mas não... Apenas se ouviu um chiu! aqui e ali.

Esperava sinceramente que este concurso abrisse portas para se falar com seriedade sobre o Estado Novo, sobre o que foi e o que não foi. Acabar com os rótulos e tirar definitivamente de cena as peixeiradas da Odete Santos. Os rótulos de fascismo, os rótulos de atraso económico, e tudo aquilo que impede uma discussão séria sobre essa época. Parece-me a mim que já é tempo de por os dados na mesa e fazer uma análise séria. A nível histórico não conheço nenhum trabalho sério e exaustivo sobre esse tempo. A nível económico os dados que aparecem são poucos e por vezes contraditórios. E a nível político, bem aí nada feito: se alguém quiser estudar a constituição de 1933 na internet não a encontra, tem que ir a um bom alfarrabista e deixar lá a carteira; ainda assim é já difícil falar de Estado Novo sem falar de fascismo, um dos rótulos que falava, quando o regime salazarista não era um regime fascista, mas sim um regime autoritário.

A vitória de Salazar só pode significar que é necessário discutir, analisar e falar sobre o século XX português como ainda não foi verdadeiramente feito: com seriedade e sem pré(-)conceitos...
Publicado por José Tomás Costa às 15:54
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Este momento é já saudade


Este momento é já saudade,
É uma aguda agonia que talha as tábuas da minha alma,
Parte as portadas da minha consciência
E deixa entrar o vento vadio
Como se o meu ser se tratasse de uma sala aberta
Aos caprichos do tempo e da memória.

Parece não haver antes e depois
Nos suspiros da saudade.
Cada momento é uma fina agonia
Como um resquício de maresia
Por ser inconsistente, inconclusivo
E por passar, passar…

Não há forma de prender o agora
Que vai talhando as tábuas da minha alma,
Não há forma de agarrar o vento
Que agita os sonhos na sala aberta.
Não há forma de travar num momento
Os caprichos do tempo e da memória.

Publicado por Afonso Reis Cabral às 14:00
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Impressões e ilusões


Depois de uma tirada de quatro horas a assistir à final de “Os Grandes Portugueses” considero-me um verdadeiro resistente. Domingo à noite foi épico!
Por mais que tente, não consigo perceber como é que António de Oliveira Salazar ficou em primeiro lugar com mais do dobro de Álvaro Cunhal, segundo lugar facilmente explicável com todo o Partido Comunista de telefone em punho a votar.
Muitas razões foram dadas para justificar este primeiro lugar, mas continuo a achar que todas essas explicações formam uma manta de retalhos que dificilmente cobre o verdadeiro significado da vitória de Salazar.
Parece que nós temos um carinho especial por ditadores: um ficou em primeiro e outro que gostaria de ter sido ficou em segundo.
A única conclusão a que consigo chegar é que as pessoas que votaram em Salazar estão descontentes com o estado da nação. Essas pessoas não são salazaristas (pelo menos a grande maioria), identificam apenas em Salazar a seriedade e rectidão que gostavam de ver nos seus dirigentes porque ao fim e ao cabo qualquer país precisa de alguma autoridade. Não conseguem distinguir as diversas fases do Estado Novo, nem muito menos julgá-lo como um todo e por isso utilizam como pretexto de voto aquilo que houve de positivo sem contabilizar aquilo que houve de negativo. O problema é que, de facto, o Estado Novo foi um todo que não pode ser partido às fatias.
Quanto ao segundo lugar, sobre Álvaro Cunhal posso dizer exactamente a mesma coisa. O esforço de resistência e de luta pela “liberdade” foi heróico, no entanto não nos podemos esquecer que Álvaro Cunhal não queria a democracia, mas sim a implementação de uma ditadura estalinista. Compreendo perfeitamente este segundo lugar que se deve única e exclusivamente ao PC e em especial à Odete Santos, estandarte último da ortodoxia comunista e da luta pela “liberdade”.
Safa-se o terceiro lugar de Aristides de Sousa Mendes, mesmo assim muito longe daquilo que eu considero o “maior português de sempre”.
O programa em si teve um mau timing e uma organização confusa.
Mas enfim, trata-se apenas de um programa de televisão e eu não me podia ter divertido mais. Entre Odete Santos de punho em riste, carteira no colo e ar de peixeira («O Álvaro Cunhal era excessivamente modesto.» «A apologia ao fascismo é proibida na constituição!!!!» «O mundo não terminou e o fascismo não levará por diante!!!») até a um aluno representante da Universidade do Minho («O D. Afonso Henriques fundou um país com uns paus e uma espécie de espada.»), passando por Leonor Pinhão («Acho uma coisa maravilhosa enganar um papa!»), as gargalhadas foram mais que muitas.


Estado do tempo no PCP:
Estado do tempo em Santa Comba Dão:

Publicado por Afonso Reis Cabral às 11:27
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Segunda-feira, 26 de Março de 2007

Cão Pêndio (III)

"cão cerva"
Aqui e aqui estão os primeiros dois posts do "Cão Pêndio", em novembro do ano passado, só mesmo para que a coisa fique mais cão posta.
Publicado por Afonso Reis Cabral às 23:14
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Televisão sem vergonha na cara

Estava eu a fazer um zapping quando subitamente paro na SIC. Passava um daqueles típicos programas matinais, apresentado por Fátima Lopes. Risos, agitação! Fátima Lopes pede desculpa por só agora poder dar os parabéns a um amigo de toda a equipa, diz que mais vale tarde do que nunca. Estou prestes a continuar o meu zapping quando a apresentadora, com um sorriso rasgado de orelha a orelha, revela a identidade do amigo de longa data… Carlos Cruz. Todos os participantes se levantam, batem palmas, felicitam o ex-apresentador que agora está ao telefone. Quando este desliga, Fátima Lopes dá ânimo ao seu ex-colega, querendo para ele «uma vida com muita saúde e com tudo aquilo que desejas» e não se esquece de mandar beijinhos à «família onde se respira amor».
Fico boquiaberto, não posso crer.

Publicado por Afonso Reis Cabral às 14:13
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Televisão que vale a pena


Passa amanhã na RTP e em horário nobre o primeiro de sete retratos do Portugal social dos últimos cinquenta anos, da autoria de António Barreto.
Publicado por Afonso Reis Cabral às 12:25
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Paisagens Portuguesas (1)

Aveiro

Ponte d'Arrábida vista de Gaia

Alentejo

Infelizmente não sei quem é o fotógrafo.
Publicado por Afonso Reis Cabral às 11:51
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Sábado, 24 de Março de 2007

A confirmar a agressão, parece-me que esta frase assenta como uma luva a Hélder Amaral

De defensor da eleição directa, Hélder Amaral passou a paladino da acção directa. (Paulo Pena na Visão N.º 733)



Est
ado do tempo no CDS-PP:
Publicado por Afonso Reis Cabral às 14:16
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Sexta-feira, 23 de Março de 2007

Despedida... original


Publicado por Afonso Reis Cabral às 17:13
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"I should find myself degraded if I descended to finding out if my convictions suited every man in the audience before I uttered them."
John Osborne
in A subject of scandal and concern

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