Quarta-feira, 28 de Fevereiro de 2007

Ontem como hoje

Ilustração Portuguesa, 8 de Dezembro de 1923.

Tvmais, Janeiro de 2007
Publicado por Afonso Reis Cabral às 22:48
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Óscares - uma cerimónia a rever

Após o "reinado" de Whoopie Goldberg já fazia falta uma nova apresentadora do sexo feminino para um espectáculo visualizado por tantos milhões. A escolhida foi Ellen DeGeneres, que alguns conhecerão talvez do seu desempenho em comédia e estilo bastante característico.
A noite decorreu sem grandes peripécias nem comentários politicamente incorrectos como a Academia por vezes teme... Destacou-se o momento em que Ellen se aproximou de Scorsese (que desta sim, levou o óscar; se não foi só pelo filme em si terá sido pela acumulação de nomeações) para lhe propôr a realização de um filme, apresentando o guião mais descabido, que o realizador prometeu "ver durante o espectáculo". Engraçada foi também a encenada preocupação de duas das actrizes de "O Diabo Veste Prada" que, ao subirem ao palco para anunciarem o prémio seguinte, retomaram o tema do filme cuja protagonista foi Meryl Streep, presente entre os ilustres convidados da noite. Como Meryl fez o papel de insuportável editora de moda, as secretárias subservientes afligem-se em palco por não lhe terem levado o café. O curioso foi que Meryl estava provavelmente tão compenetrada que nem percebeu a brincadeira, e enquanto as actrizes em palco diziam "oh, vejam, ainda consegue disfarçar com um sorriso, é tao boa actriz", as câmaras focavam uma Meryl muito séria... Chamou a atenção a participação do vice-presidente dos EUA, Al Gore, cujo filme, um documentário sobre o perigo das alterações climáticas que, provavelmente, devia ser visto por todos, "Uma Verdade Inconveniente", foi também premiado. AL Gore revelou estar à vontade na cerimónia, em virtude talvez do traquejo político, e ainda fez todos rir quando iniciou o seu discurso como quem anuncia a candidatura à presidência norte-americana. O veterano Clint Eastwood, um dos meus realizadores favoritos, teve também o seu momento quando se enganou repetidas vezes a ler o discurso porque... se tinha esquecido dos óculos!
Escusado será dizer que, se foi precisa determinação para assistir à cerimónia em directo, ainda mais para me levantar pouco depois às 7h...
O que eu ainda estou para perceber é por que é que no dia seguinte ao directo a repetição, em lugar de passar em horário nobre, é renegada para as tantas... Será que as televisões pensam que ninguém trabalha??
Publicado por Afonso Reis Cabral às 20:58
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Leituras

1 - As lições de Anita
Vox Patriae no Incontinentes Verbais

2 - Scorsese não merecia isto
Pedro Correia no Corta-fitas
Publicado por Afonso Reis Cabral às 09:19
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Segunda-feira, 26 de Fevereiro de 2007

A passar, a passar

Vi no outro dia um grupo de adolescentes que conversava, ria, empurrava aqui e ali. Vi então um cego que ia passar por eles acompanhado pelo tic-tic da vara de metal batendo nas paredes do corredor, um cego que não usava óculos escuros.
Porque é que nunca ninguém lhe disse para usar óculos?… Nunca ninguém teve a amizade de lhe dizer para tapar os olhos cinzentos, cada um virado para o seu lado, lacrimejando.
Ia então a passar pelo grupo, tic-tic tic-tic.... Riam-se, já se riam antes de ele por ali passar.
Passou então. No preciso momento em que passava, um dos do grupo de alunos estendeu a palma da mão e agitou-a em frente da cara do cego. Risos, muitos mais risos.
O cego notara que antes de por ali passar já o grupo se estava a rir, por isso não deve ter reparado que os risos eram sobre a sua cegueira, por não ter visto a mão estendida ante os seus olhos.
São estes os mesmos que vêem a sua integridade a passar, a passar…

Publicado por Afonso Reis Cabral às 19:41
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Academy Awards

Embora com pena minha não tenha visto ainda alguns dos filmes nomeados, estou bastante curiosa, como sempre fico, porque gosto de cinema (ainda que a Academia seja tendencialista...), com a atribuição dos prémios da 79ª Gala. E para criticar o vestuário escolhido, claro... (sim, eu sei, é fútil, mas são estas coisas que nos dão descanso das outras!).

Como melhor actor, gostaria que ganhasse DiCaprio. Eu que fui uma dura crítica do actor nos tempos do "Titanic", tenho que reconhecer que este revelou, tanto no filme "Blood Diamond" como em "The Departed", uma maturidade que me surpreendeu muito pela positiva.

Como melhor filme, sinto-me inclinada a falar em "Letters from Iwo Jima", do reconhecido Clint Eastwood. O próprio realizador reconhece que as filmagens foram um desafio, sobretudo entenderem-se em línguas diferentes, mas o resultado parece-me ainda mais bem conseguido que o também aplaudido pela crítica "Flags of Our Fathers".

Espera-se uma cerimónia cheia de glamour para esta noite e vale a pena visitar o site www.oscar.com para entrar na magia de Hollywood.

Publicado por Afonso Reis Cabral às 00:12
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Domingo, 25 de Fevereiro de 2007

Óscares 2007


A minha única aposta vai para Helen Mirren, merece sem dúvida o óscar de melhor actriz.
Publicado por Afonso Reis Cabral às 17:04
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VISÃO por um canudo

Cometi o erro de assinar a revista VISÃO durante um ano. Cometi um enorme erro porque, antes do mais, já não posso voltar a trás: paguei o ano na totalidade e nem sequer fui reembolsado pelas revistas que não recebi. É pena.
O primeiro erro deve-se à questão logística: parece que cada edição da revista tem vontade própria. Era suposto que a revista chegasse às quintas-feiras por correio, acontece que semana sim semana não um dos exemplares decide ir dar um passeio e nem sequer me vem visitar.
Por exemplo, na passada quinta-feira tínhamos encontro marcado e o raio da revista decidiu não aparecer e nem sequer telefonou a pedir desculpas ou a prestar satisfações. Não raras vezes, a revista decide dar-me semelhante tampa: claro que fico logo irritado.
O segundo erro deve-se ao próprio conteúdo da VISÃO. Em todos os campos, a revista não cumpre os compromissos a que se propôs: no termo de responsabilidade, a revista VISÃO aclama ser isenta etc. Acontece que tenho apontado inúmeros erros nos artigos sobre os quais conheço minimamente o assunto abordado e (não sei qual dos dois é mais grave) uma enorme falta de isenção no que diz respeito à campanha do aborto. São inúmeros os exemplos de facciosismo pelo SIM, pelo que não é preciso apontá-los. Escandaliza no entanto a forma tomada para defender o SIM, um órgão de informação tem todo o direito (editorial) de tomar posição, desde que o faça abertamente, caso que não se verificou.
Ante todos estes exemplos de excelência não se percebe como é que a revista VISÃO tem cada vez menos leitores, parece impossível. Resumindo e concluindo: se dependêssemos desta VISÃO, ficávamos cegos.
Publicado por Afonso Reis Cabral às 11:26
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Sábado, 24 de Fevereiro de 2007

Príncipe Harry em Bassorá

Harry, à esquerda em fotografia da Reuters, é o filho mais novo de Diana e Charles e terceiro na linha de sucessão ao trono britânico. Está confirmada a sua ida para o Iraque como militar, pretensão que não deixa ninguém tranquilo com o jovem príncipe de 22 anos a tornar-se o alvo preferencial de futuros ataques.
Harry, que tem sido retratado na imprensa como um rapaz algo estouvado e bem menos sensato do que o irmão (no Carnaval de há um ano vestiu-se de nazi) afirma agora que não passou por um ano de treino militar prático para ficar agora "sentado nos sofás do palácio". Uma atitude corajosa, talvez, mas o certo é que está a obrigar a um reforço muito especial da segurança. Se Harry pretende, ao participar na defesa do país, ultrapassar a imagem de "rebelde" ou se esta é uma decisão impulsiva e pouco madura do jovem que afirma gostar "de correr numa trincheira de lama a disparar" não será justo ajuizar, mas com a notícia de que membros do SAS (Regimento Especial de Serviço Aéreo) foram destacados para proteger o príncipe, Harry nunca será "um soldado como os outros".
Publicado por Afonso Reis Cabral às 21:46
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Grandes Portugueses

Em resposta ao Afonso, venho dizer que de entre os 10 + o meu voto para "Maior Português de Sempre" vai para Luiz Vaz de Camões.

Desde criança me habituei a ouvir a riquíssima língua portuguesa nos versos do poeta. O meu próprio nome foi inspirado por um conhecido soneto, "Sete anos de pastor Jacob servia".

Confesso-me uma apaixonada das letras, e a verdade é que encontro na vasta obra de Camões uma genialidade inimitável. Quem mais conseguiu contar a história do povo português como Camões n'Os Lusíadas? No nosso país vive-se uma espécie de clima de anti-patriotismo, em que se critica muito o nacional e se enaltece o estrangeiro, em parte devido a uma conjuntura desfavorável, em parte, quem sabe, à própria genética deste país do fado... Não querendo cair em exageros, a verdade é que é importante apreciar o que temos de bom. Aqui fica uma passagem da epopeia Os Lusíadas onde explica o poeta a tarefa a que se propõe e com a qual continua a encantar-me esse escritor renascentista que afinal morreu na miséria:

Canto I

[...]
E aquelles que, por obras valerosas,
Se vão da lei da morte libertando;
Cantando espalharei por toda a parte,
Se a tanto me ajudar o engenho e arte.


Cessem do sabio grego e do troyano
As navegações grandes que fizeram;
Cale-se de Alexandre e Trajano
A fama das victorias que tiveram;
Que eu canto o ilustre peito lusitano
[...]


Publicado por Afonso Reis Cabral às 18:40
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Anti-Americanismo: Razão e Emoção na Relação de Amor/Ódio com os EUA

Gostava de ter ido e não pôde?
Então, ouça aqui o essencial da intervenção de Pacheco Pereira numa tertúlia sobre o anti-americanismo na qual participaram também António José Teixeira e Richard Zimler.
Exclusivo Janelar.

Publicado por Afonso Reis Cabral às 13:12
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Sinal de angústia

Publicado por Afonso Reis Cabral às 11:14
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Sexta-feira, 23 de Fevereiro de 2007

Zeca Afonso: 20 anos

2 de Agosto de 1929 - 23 de Fevereiro de 1987


Publicado por Afonso Reis Cabral às 19:54
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Tertúlia sobre o anti-americanismo


Hoje, às 21:30h, os bloggers do Janelar encontram-se na livraria Almedina do Arrábida Shoping para assistir a uma tertúlia com o título "Anti-Americanismo: Razão e Emoção na Relação de Amor/Ódio com os EUA", dada por José Pacheco Pereira, António José Teixeira e Richard Zimler.
Depois damos notícias.
Publicado por Afonso Reis Cabral às 18:08
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Geração rasca

Dia 28 haverá no Porto mais uma manifestação de estudantes, que desta vez toma a forma de um desfile desde a Avenida dos Aliados até ao Governo Civil.
Pois bem, recebi um panfleto onde a organização do evento explica as reivindicações dos alunos que vão participar na passeata.
Faço apenas um pequeno apanhado porque não vale a pena prolongar-me mais com assuntos que não devem ser levados a sério.
Uma das reivindicações é o "fim da nota mínima de 9,5 valores." Bem, suponho que a nota mínima ideal é 0.
Claro que seguindo este esquema, também querem "acabar com os exames nacionais", é lá justo que se tenha que estudar para um exame!
Querem também "a implementação da educação sexual distribuída pelas várias disciplinas." Essa é boa!... Vá-se lá perceber…
São também "contra a limitação de vagas no ensino superior, que prejudicam gravemente os alunos que a ele querem aceder." Claro, até porque para quem queria baixar a nota mínima, não faz sentido nenhum haver padrões de admissão baseados no empenho e trabalho dos alunos. Somos todos iguais, porque é que uns entram e outros não?
Publicado por Afonso Reis Cabral às 15:49
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Quinta-feira, 22 de Fevereiro de 2007

Alberto João Jardim

Raramente caio em contradição, mas não posso deixar de citar o wrestler da Madeira em duas tiradas dignas de antologia. Aquele homem, com tudo o que tem de caricatural e grotesco, não deixa de ter repentes de hilariante presença de espírito, quebrando - diria mesmo espezinhando - o respeitinho cinzentão dos politiqueiros da brigada do casaco de malha que reduziram a classe política a uma pequena casta sem classe alguma. Interpelado sobre o rescaldo do referendo sobre a IVG, respondeu numa tirada genial: "o aborto ? Acho que está a governar muito mal".


Publicado por Afonso Reis Cabral às 23:07
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Demissão de Jardim

Alberto João Jardim não podia simplesmente fazer por menos quando se trata de uma "maldade e injustiça" como acabar com o facilitismo de ter a torneira sempre aberta, digo, de aprovar a Lei das Finanças Regionais, portanto demitiu-se, apenas para se recandidatar outra vez. Segundo Jardim, moderarem os recursos gastos com a Madeira é inconstitucional (esta palavra está tão em voga, se quiser empatar pode sempre lembrar-se desta), uma "violação da confiança no Estado de Direito"!! Será que o Presidente devia exercer o seu poder e anunciar que a democracia corre perigo??
A propósito, aconselho a leitura do artigo de Rui Tavares, na última página da edição do Público de 22 de Fevereiro, "A política da intimidação". Se for assinante, pode ler aqui.
Publicado por Afonso Reis Cabral às 19:22
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Leituras


1. De chorar a rir
João Villalobos no Corta-fitas

2. Corte na aldeia
Pedro Picoito no Cachimbo de Magritte

3. afinal, quanto custa e quanto tempo demora tomar um café?
Rui no Blasfémias
Publicado por Afonso Reis Cabral às 19:00
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Quarta-feira, 21 de Fevereiro de 2007

Ambiente de jogo

Para todos aqueles que não suportam o ambiente de jogo que paira pelas casas portuguesas, deixo as seguintes sugestões:

A tristeza é marxista, de André Abrantes Amaral n'O Insurgente;

O balanço que não vai ser escrito sobre dois anos de José Sócrates, de Rodrigo Moita de Deus no 31 d'Armada, um bom modo de ver os dois anos do Sr. José...

e ainda:

Jazz com brancas, programa da Antena 2, para aproveitar enquanto viaja pela blogosfera e assim dá para abafar os ruídos do jogo que está aos berros na televisão da sala...
Publicado por José Tomás Costa às 21:08
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Agradecimentos...

...à Mariana do Ilustração Portuguesa, pela simpatia e pelo link. Aqui vai um recorte do passado:

...à Miss Pearls, porque é impossível não ficar preso na teia de pérolas que vai tecendo e pela referência no seu último post.


Publicado por Afonso Reis Cabral às 10:07
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Terça-feira, 20 de Fevereiro de 2007

Bem vinda, bienvenida, welcome

Finalmente um toque feminino para este blogue. Grande aquisição!
Parabéns à Raquel, espero que escrevas mais que o Afonso...
Publicado por José Tomás Costa às 20:10
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"I should find myself degraded if I descended to finding out if my convictions suited every man in the audience before I uttered them."
John Osborne
in A subject of scandal and concern

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