Quarta-feira, 31 de Janeiro de 2007

As sondagens até agora

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Também em O Não dos Jovens
Publicado por José Tomás Costa às 23:55
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Memórias da Guerra Colonial III

Fotografia: AMEQC
Soldado enfermeiro do exército português tratando mulheres de um grupo terrorista.
Pango Aluquém - Dembos - Angola (1973)
Publicado por Afonso Reis Cabral às 15:39
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Terça-feira, 30 de Janeiro de 2007

Parece-me a mim

Parece-me a mim que esta notícia responde ao livro do falecido Álvaro Cunhal agora republicado pelo PCP. Neste livro escrito na década de 30 ou 40, Álvaro Cunhal defende a liberalização do aborto pegando no caso do "sucesso" russo...

Afinal a liberalização do aborto é uma medida tão antiga quanto o famoso líder comunista... Quem são os retrógrados aqui?
Publicado por José Tomás Costa às 22:59
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A ver vamos...

O sim continua a perder terreno, diz-nos uma sondagem da TVI. A partir destas notícias começam a surgir as declarações inflamadas, mal pensadas (aliás não pensadas), sem os ensaios prévios que fazem muitos estragos (nos argumentos do SIM é claro!). Agora é a altura de aparecer a Odete Santos, a Ana Gomes e outros especialistas nestas matérias...

O debate de ontem foi uma pequena demonstração disso. A escritora Lídia Jorge (nunca li nada dela, mas se escreve tão mal como fala não deve valer a pena) deu-nos um cheirinho disso, falou na coisa humana, num país medieval que nós somos, etc...

Bem... a ver vamos. Espero ansiosamente pelas ansiedades do sim.
Publicado por José Tomás Costa às 22:38
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Maridos do ano



Publicado por Afonso Reis Cabral às 21:31
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Segunda-feira, 29 de Janeiro de 2007

Afinal pró que estamos?

Para além de todas as questões levantadas há uma que ainda ninguém soube/quis/ não deu jeito responder: Afinal de contas se o sim ganhar o que vai acontecer?
Como há uma grande confusão proponho um referendo com esta pergunta já para o próximo domingo, antes do referendo do o aborto, para ficar tudo mais claro.

Espero sinceramente que algum deputado do PS, são tantos!, que por aqui passe responda a esta pergunta:

Ó sr.deputado afinal a lei que entrará em vigor se o sim ganhar é esta:


PROJECTO DE LEI N.º 19/X
“Sobre a Exclusão da Ilicitude de casos de Interrupção Voluntária de Gravidez”

[...]

Artigo 1.º
(Alterações ao Código Penal)

O artigo 142° do Código Penal, com as alterações que lhe foram introduzidas pelo Decreto-Lei 48/95, de 15/3 e pela Lei n.º 90/97, de 30 de Julho, passa a ter a seguinte redacção:

Artigo 142°
Interrupção da gravidez não punível
1 - Não é punível a interrupção da gravidez efectuada por médico ou sob a sua direcção, em estabelecimento oficial ou oficialmente reconhecido com o consentimento da mulher grávida, nas seguintes situações:
a) a pedido da mulher e após uma consulta num Centro de Acolhimento Familiar, nas primeiras dez semanas de gravidez, para preservação da sua integridade moral, dignidade social ou maternidade consciente;
b) (actual alínea a);
c) caso se mostre indicada para evitar perigo de morte ou grave e duradoura lesão para o corpo ou para a saúde física ou psíquica, da mulher grávida, designadamente por razões de natureza económica ou social, e for realizada nas primeiras 16 semanas de gravidez;
d) (actual alínea c);
e) (actual alínea d).
2- Nos casos das alíneas b) a e), a verificação das circunstâncias que tornam não punível a interrupção da gravidez é certificada através de atestado médico, escrito e assinado antes da intervenção, por médico diferente daquele por quem, ou sob cuja direcção, a interrupção é realizada.

ou é esta:
Proposta de alteração ao projecto lei 19/X
Artigo 142°
Interrupção da gravidez não punível
1 - Não é punível a interrupção da gravidez efectuada por medico o Li sob a sua direcção, em estabelecimento oficial ou oficialmente reconhecido com o consentimento da mulher grávida, nas seguintes situações:
a) a pedido da mulher, nas primeiras dez semanas de gravidez, para preservação da sua integridade moral, dignidade social ou maternidade consciente;

Parece-me a mim, na minha modesta opinião, que votar sim é dar um cheque em branco com um saldo de muitas vidas...
Afinal pró que estamos sr. Deputado?
Publicado por José Tomás Costa às 23:03
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Domingo, 28 de Janeiro de 2007

Memórias da Guerra Colonial II


Foto: AMEQC
Dembos - Angola (1973)
Publicado por Afonso Reis Cabral às 22:34
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Sábado, 27 de Janeiro de 2007

Memórias da Guerra Colonial I


Fotografia: AMEQC
Mulher de um grupo terrorista
Pango Aluquém - Dembos - Angola (1973)
Publicado por Afonso Reis Cabral às 15:42
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O medo I

É o medo que nos tolhe e, directa e indirectamente, nos inibe de expandirmos a nossa potência de vida, e mesmo a nossa vontade de viver. De certo modo, pode perguntar-se se a própria não-inscrição, toda essa actividade saltitante do «toca e foge», esse constante desassossego dos portugueses, não provém do medo. Porque este arranca o indivíduo ao seu solo, desapropria-o do seu território e do seu espaço, deixa-o sobrevoar o real, em pleno nevoeiro.

José Gil, in Portugal, Hoje o medo de existir


Não sei se é o “medo que nos tolhe” e nos “inibe”, no entanto a verdade é que o povo português tem em si, como que inerente, uma atitude de “encolhimento” perante a perspectiva de um futuro menos favorecedor, uma “atitude negativa”.
Nessa atitude negativa cabe, naturalmente, o medo que é um dos ingredientes essenciais no bolo geral, mas não o único: quando só, o medo a pouco sabe.
É certo: ele existe. O medo é inerente à condição humana e por isso está presente em toda e qualquer sociedade, desde as mais primitivas no coração da amazónia virgem, até às mais evoluídas no coração pulsante de Washington. Penso, logo existo, dizia Descartes. Existe outro entimema possível que julgo sintetizar muito bem a ideia essencial: Penso, logo temo.
Há no entanto sociedades onde o temor é ampliado, muito provavelmente devido a todos os outros ingredientes que formam a sua mentalidade. É esse o caso português.
O medo, por si só, não basta. Nesse caso, o medo seria suplantado por todos os outros ingredientes da mentalidade colectiva, mirraria.
Portugal sofre de um enorme spleen, reflexo de um passado histórico glorioso agora perdido, mas também de uma auto-comiseração sem sentido que me parece ser quase transcendente e que esteve presente em todas as épocas da nossa nacionalidade. É ela, juntamente com o medo que lhe é inerente, “que nos inibe de expandirmos a nossa potência de vida”.

Publicado por Afonso Reis Cabral às 10:46
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Jardim Gulbenkian

Publicado por Afonso Reis Cabral às 10:06
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Acabou a TLEBS

O Governo vai suspender a nova Terminologia Linguística dos Ensinos Básico e Secundário (TLEBS) a partir de Fevereiro.


Publicado por Afonso Reis Cabral às 10:03
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Sexta-feira, 26 de Janeiro de 2007

Pena de morte

Num e-mail à revista Visão de ontem, José Luiz d’Orey demonstra a sua indignação por o programa dos Gato Fedorento ter feito comédia do enforcamento de Saddam. Não podia estar mais de acordo.

“Quero manifestar a minha mais profunda indignação por ter sido apresentada no programa Gato Fedorento, e para gáudio de uma assistência na maioria constituída por jovens, a mais triste imagem do enforcamento de Saddam Hussein. Banaliza-se assim, com total irresponsabilidade, uma prática que Portugal se pode orgulhar de ter abolido há mais de um século.”

Publicado por Afonso Reis Cabral às 16:49
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Quinta-feira, 25 de Janeiro de 2007

A ecologia e o aborto: uma hipocrisia



A desigualdade entre a protecção do ambiente e a protecção da vida humana é, sem dúvida, gritante. O que está mal? A protecção do ambiente é necessária. A protecção da vida é fundamental para qualquer sociedade.
Publicado por José Tomás Costa às 21:26
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"Cultura do ter"

Existe hoje, talvez cada vez mais, uma enorme e sufocante cultura do ter. Há a ideia de que para se “ser” é preciso “ter”.
Ou seja: quem não tem a última geração de telemóvel ou uma peça de roupa com um grande logótipo da marca no peito não é, consequentemente, alguém.
Existe hoje, talvez cada vez mais, a mentalidade de que o que conta para o status da pessoa é o que ela exibe, tanto o telemóvel como a roupa de marca, e não o que ela é, ou seja, as suas ideias, a sua cultura…
A sociedade impulsiona, amplia e projecta a “cultura do ter” e parece-me ser quase impossível para quem “pouco é” (aqueles que pouco têm e que por isso acham que pouco são) resistir à sedução fácil do muito que há para dar no que diz respeito ao “ter”. Tudo puxa para um desvirtuamento da pessoa pelo que ela vale, pois o que conta é o que ela tem.
Famílias que se endividam para ter um grande carro à porta da roulotte, filhos que tiranizam economicamente os pais para poderem exibir aos amigos o telemóvel 3G e por aí fora…
Ainda para mais, esta “cultura do ter”, na maioria dos casos, força à mentira e ao viver de aparências.
Na maioria dos casos é esta a triste conclusão: a pessoa não consegue “ter” e não chega a “ser”.

Publicado por Afonso Reis Cabral às 21:02
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Tintin politicamente (in)correcto

Tintin no Congo (basta carregar na imagem para ver melhor)

Conclusão: "Uma associação dinamarquesa de defesa dos animais não gostou deste detalhe e esta passagem foi suprimida da versão dinamarquesa (o rinoceronte foge depois que Tintim atira acidentalmente uma bala)."
Publicado por Afonso Reis Cabral às 20:36
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Quarta-feira, 24 de Janeiro de 2007

Tigres e monges

Na Pública de 14-01-2007 pode-se ler "Há um templo onde tigres vivem com os monges. É na Tailândia. Felinos e noviços convivem sem problemas. O budismo assegura a harmonia do lugar."
Duvido que quando um tigre arrancar a cabeça a um monge, o budismo assegure a harmonia do lugar...!
Publicado por Afonso Reis Cabral às 17:26
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Janela no Inverno

Publicado por Afonso Reis Cabral às 16:46
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Segunda-feira, 22 de Janeiro de 2007

Fumigador

Eu já tive uma colmeia, hoje tenho ainda o fumigador.
A cada baforada do fumigador, juntamente com o cheiro a pinheiro e eucalipto queimado, volta perante meus olhos a serra onde a colmeia estava – serra que era o alimento das minhas abelhas.
Urzes, pinheiros verdes sempre para cima espetados, um fino caminho longo cravado de xisto como jóias, um tanque de águas escuras, uma vinha de uvas verdes e frescas. Tudo, tudo desfila em frente dos meus olhos enquanto o fumigador expele as minhas memórias num bafo frio, repleto de odores!
E há dentro dele milhares de abelhas quietas, como que prontas a serem afagadas, há os alvéolos operculados numa capa-crosta e há o próprio fumo do fumigador espalhando-se no ar, desfazendo-se.
Há no cheiro do fumigador uma ou duas picadas. Ou três, ou quatro. Há o ferrão preso à pele que lateja quase invisivelmente.
Há o Sr. Vitorino que dizia palavrões com ternura, com apreço.
Nesse meu fumigador, subitamente descoberto numas arrumações, há todo um mundo perdido que se desenrolou na brutalidade crua da serra, sempre silenciosa, sempre ao mesmo tempo distante e próxima.
Nós que íamos sempre da cidade para serra…
Eu já tive uma colmeia, hoje tenho-a ainda no fumigador.
Publicado por Afonso Reis Cabral às 19:21
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Domingo, 21 de Janeiro de 2007

Jovens do Norte pela Vida

Vou também escrever neste excelente blog até dia 11 de Fevereiro, num esforço acrescido que julgo se necessário para contribuir para que Portugal continue a ser um pioneiro pela vida, tanto da mulher como da criança ainda por nascer. Dos dois.

Publicado por Afonso Reis Cabral às 21:28
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Efeito bola de neve

Ora aqui está um excelente anúncio!

Publicado por Afonso Reis Cabral às 16:20
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"I should find myself degraded if I descended to finding out if my convictions suited every man in the audience before I uttered them."
John Osborne
in A subject of scandal and concern

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