Segunda-feira, 8 de Outubro de 2007

Ernesto "Che" Guevara

«Morto em combate, “Che” Guevara tornou-se a encarnação mitológica do revolucionário para quem todos os meios são lícitos. Absurdo idealismo o de “Che” Guevara, já que, segundo ele escreveu a 16.4.1967, todo o seu empenho era destruir, pela violência, o imperialismo capitalista, para o substituir pelo totalitarismo comunista.»

Esta citação da Enciclopédia Luso-Brasileira de Cultura diz tudo sobre Ernesto “Che” Guevara, morto há exactamente quarenta anos. O mito, composto por bonitas músicas e fotos de um morto com olhos de vivo, tornou-se realidade para os mais inocentes, ou para os cegos por vontade própria. Para uns e para outros, aqui fica esta música agridoce, no aniversário da morte de mais um assassino:

Publicado por Afonso Reis Cabral às 19:21
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9 comentários:
De Anónimo a 23 de Novembro de 2007 às 17:33
palavras jogada ao vento de insensatos, que preferem e senten-se a vontade de comentar e dar opinião de um assunto ao qual , julgando pelo pérfito comentário ao CHE, não se prestaram a abstrar conhecimentos do assunto ao referido assundo , os livros de história se tornam boas alternativas para tais insensatos com seus argumentos sem fundamento,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,Conhesam a verdadeira história de CHE, tenho serteza, que se tornaram grandes pessoas com opinioes corretas e concretas.................Obrigado
De Afonso Reis Cabral a 12 de Novembro de 2007 às 08:29
Gustavo Henrique, obrigado pelo comentário.
De Gustavo Henrique a 12 de Novembro de 2007 às 02:45
O Socialismo é, senhores, romântico, nunca existiu e parece, em tempos hodiernos, alienação. Vede os bons ideais de Lênin e o estorvo que se tornou a proposta socialista após sua morte. Também não sou a favor dessa forma acaba de capitalismo neoliberal que atinge, direta ou indiretamente, até o mais recôndito dos povos e faz com que a identidade de uma nação, sua cultura, adstrinja-se a meio quilo de "norte-americanismo". Fico fulminante com o pretexto de sua divulgação em massa: "trata-se de uma cultura universal, que rompe os limites territoriais norte-americanos" (Um estadunidense empolgado com o poder da internete). Sou a favor da antropofagia dos que consomem frutos saudáveis de diversas culturas, mas abomino a falta de reconhecimento, de identidade, causada pela total transferência de cultura. Quem acha que as boas propostas de Che seriam concretizadas através de um fechamento político e econômica também gosta, no mínimo, de esmurrar ponta de faca e comer cacos de vidro. Compreendo e até vanglorio o objetivo do Socialismo Teórico, mas os meios para tal são deveras obscuros, para não dizer que são insólitos. Se houvesse, sim, uma reflexão maior, por muitos que ainda acreditam nos fins teóricos do Socialismo, para planejar meios para atingir tal objetivo em pleno contexto histórico em que vivemos, na supremacia do poder capitalista; poder-se-ia falar futuramente em uma conquista desse sistema. Só estou cônscio de maus exemplos: os diversos totalitarismos de esquerda que houve durante o século passado; e isso, como sabem, só refletiu a miséria de muitas nações, que se viam psicóticas com o perigo de alguém mal intencionado usurpar o poder do proletariado (ditadura do proletariado), que não existia de fato. Por tudo isso, é que volto a afirmar que retomar princípios falhos, como a economia planificada e o fechamento político, só dá margem ao abuso de poder. Aprendi com alguns professores que estudar História é, em parte, desconstruir mitos; lembro-me de quando estudava a Revolução Russa e enchia-me de gosto pelo espírito revolucionário de seus idealizadores, mas notei, com mancadas e tropeços, que não se deve deixar em enganar pelo romantismo revolucionário e que o ideal é a reflexão céptica de um objetivo inserido em um contexto. Então, é assim que me despeço: alertando. Um abraço e até outros comentários.
De Guilherme a 21 de Outubro de 2007 às 17:04
Assassinos somos todos nós, capitalistas estúpidos que por valores ainda, mais estúpidos geramos desigualdade, fome, entre outras coisas que colonizadores sabem fazer muito bem! Alguns assassinos porêm lutam e matam por ideal de justiça social e isso é menos ruim do que belas mansões.
De L.L.Silva a 17 de Outubro de 2007 às 05:03
O relato que encontramos na História é IM</a>parcial? Ou é feito pelos que usurpam o poder? A História, escrita pelos verdadeiros assassinos pode ser considerada irrefutável, incontestável? O é apenas para os ignorantes de sempre, para os eternos mentirosos</a>, para aqueles que sempre se esforçam para estar ao lado dos que estiverem na posse das riquezas, do poder.
Chamar o assassinado de assassino não é apenas um erro: é covardia, e, acima de tudo, hipocrisia. Sim, é a mais perfeita demonstração de fingimento, pois sabe que o verdadeiro assassino é quem efetivamente mata - e não quem “disse” que iria matar - mas não</a> matou. Tanto que Che é quem foi assassinado - e os seus algozes se encontram até hoje vivos. E o poder que determinou, exigiu a execução de Che - continua a assassinar no Iraque e no Afeganistão. Mas para aquelas centenas de milhares de mortes que já ocorreram e continuam a ocorrer naqueles dois países não há compaixão.
O apoio dado, hoje, aos EUA, que se esconde sob o manto de uma falsa democracia, onde só 2 partidos podem efetivamente chegar ao poder; onde só duas famílias - os Bush e os Clinton - se revesam no podem há mais de duas décadas - é tão hipócrita, quanto pernicioso. Tão nocivo quanto o apoio dado pela população alemã à Hitler. Ontem, enquanto Hitler parecia detentor de grandioso poder, a população alemã concordou com ele e o seguiu cegamente. Quando, porém, o Terceiro Reich desmoronou, aquelas mesmas pessoas passaram a inventar que tinham sido forçadas a apoiar o ditador. Não tinham não: elas eram maioria e poderiam tê-lo derrubado, poderiam tê-lo assassinado. Não o fizeram porque Hitler encarnou os desejos de todos. Hitler ordenava o que todos queriam fazer.
Como ontem, hoje o grande ditador - Bush - ordena que todos façam o que sempre esteve no mais íntimo de seus seres. Por isso, há por parte de todos esse empenho em se resgatar até histórias de dinossauros para se encobrir os crimes que estão sendo perpetrados hoje. Hoje, a incomensurável hipocrisia faz com que todos finjam horror com o que aconteceu há 60, 90 anos atrás... mas só com relação às ações cometidas pelos perdedores das Primeiras e Segundas Guerras Mundiais. As duas bombas atômicas arremessadas pelos EUA contra populações civis não causam a mesma indignação. Talvez a humanidade nunca tenha sido tão hipócrita, tão conivente.
De claudia a 16 de Outubro de 2007 às 17:45
Che não gostaria de implantar um governo comunista, sim um regime socialista onde todos tivessem as mesmas oportunidades(leia um pouco mais da biografia de Che.Dica:a Caros Amigos tem otimas reportagens sobre ele).Ele não assassinou, como fazem os ianques, ele lutou para libertar o povo de um regime ditador.E pessoas como ele esta faltando hoje em dia.Não se deve falar do que não se conhece de fato.
De Afonso Reis Cabral a 13 de Outubro de 2007 às 08:11
amigo.
As "sandices" não sou eu que as digo, é a Enciclopédia Luso-Brasileira. Será isto tudo uma cabala contra o Santo "Che"? Um esquema inter continental para tramar essa figura? Será que que o esquema maléfico chegou à enciclopédia, onde deliberadamente introduziram "sandices"?
Não me parece.
De Victor a 12 de Outubro de 2007 às 20:21
amigo.
que tal estudar um pouco mais, antes de sair falando sandices?

divertirama_@hotmail.com
De Anónimo a 9 de Outubro de 2007 às 12:18
Quem o tramou (atraiçoou)foi o Fidel!
Simplesmente porque não suportava a popularidade de Che.

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