Domingo, 15 de Outubro de 2006

Comentário a «De pequenino se faz o Comunistazinho»


O post «De pequenino se faz o Comunistazinho» é faccioso e parte de premissas erradas.
O facto de a criança dizer «Também tenho direito!» não reproduz a semente do comunismo crescendo dentro dela via mãe ou via ambiente social.
De facto não quer dizer absolutamente nada e partir daí para maiores considerações sobre o comunismo é impossível. Aliás, hoje em dia não existe, de todo, como muitos podem querer acreditar, um monstro comunista aí à solta, pelas sombras das nossas ruas. Neste caso pelas sombras das nossas mercearias.
Para além do mais uma criança de cinco ou seis anos é ainda inimputável e por isso limitou-se com alguma sabedoria a juntar palavras e assim, dessa ou doutra maneira, alcançar os seus objectivos: «Eu quero ir ali!»
Ainda bem que não há o poder de outrora, eufemismo para muitas coisas que se passáram durante os quarenta anos de Estado Novo, e quantas!
Concordo, muitíssimas pessoas pensam que não há uma correlação íntima entre direitos e deveres, mas isso não é necessariamente sinónimo de que essas pessoas sejam comunistas!
Para além do mais, a tal avalanche de esquerda não serviu de nada, visto serem muitíssimo escassas as pessoas na faixa etária dos trinta anos a afirmarem-se como comunistas. Basta olhar para os movimentos do partido comunista para ver claramente a faixa etária dominante. Estou certo de que, mesmo que o ignore, esta criança não vai virar à esquerda, poderá vir a ser sim muitíssimo malcriada.
Publicado por Afonso Reis Cabral às 10:17
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2 comentários:
De Afonso Reis Cabral a 20 de Outubro de 2006 às 21:10
Para si, anónimo doutrinado e bem-educado, deixo uma citação de Bernard Shaw:«O silêncio é a mais perfeita expressão do desprezo.»
De Anónimo a 20 de Outubro de 2006 às 09:38
Deves andar a sonhar com ladrões!
Uma coisa é a má educação outra é a doutrinação politica. Não percebes nada nem de uma nem de outra.
Cresce e aparece!

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John Osborne
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