Sexta-feira, 3 de Novembro de 2006

Aborto, uma perspectiva (I)

Está aí a chegar um referendo sobre o aborto. Esperamos apenas a convocação e a marcação da data pelo Presidente da República. Nas próximas semanas vou dedicar vários posts relativos ao assunto. Já que não posso votar espero assim contribuir, a partir daqui e na campanha, enfim, com o que posso dar...

Neste referendo o que está em causa é a liberalização do aborto até às dez semanas e sabe-se lá que mais podem fazer se o SIM ganhar o referendo. Tudo isto para dar "liberdade" à mulher. A vida humana está em causa, o valor fundamental da vida, sagrado na constituição pelo artigo primeiro, está ameaçado por uma cultura de egoísmo e consumismo, do "usa e deita fora" e do "dá-me prazer mas não as consequências", tudo isto mascarada por uma capa: a liberdade! Este princípio fundamental apregoado pela sociedade contemporânea serve de motivo para matar um ser vivo, uma vida humana. Ora, a liberdade que uma pessoa tem está limitada. Esse limite está nos outros, não podemos usar a nossa liberdade para prejudicar os outros, pessoas ou seres humanos. Nada disto faz sentido, nada disto tem um sentido. É errado, tal como a violência doméstica, a pedofilia, o homicídio, ou o roubo. Porque será que não posso matar a minha mulher, ou a minha mãe já idosa, um orfão, ou um desamparadose só porque não tenho meios para os sustentar ou são um grande incómodo para mim e para a minha "vidinha". Parece-me lógico que não se pode matar só porque não o posso sustentar, ou porque foi uma aventura com consequências desastrosas. Temos o dever, toda a sociedade tem o dever de sustentar essas crianças, sustentar essas mães que ficarão muito felizes por terem o seu filho.

Não temos o direito de ir pelo caminho mais fácil, não podemos ir na "onda", acompanhar uma suposta "visão democrática e progressista" como define o Ministro da Saúde só para estar na "carruagem da frente" ao lado dos ditos países democráticos e progressistas...

Temos o dever de apoiar as mães e de acabar com esse egoísmo que se prega pelas ruas. Temos o dever de dizer NÃO.
Publicado por José Tomás Costa às 17:42
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8 comentários:
De a 4 de Janeiro de 2007 às 20:31
Não apoio em nada! Não há dever nenhum de dizer não.. Não acredito que as pessoas comecem a fazer abortos 'à toa' apenas por ser legal.. Além de que não concordo que seja um homicidio. Deviam todos sabre rapazes, homens que o aborto é das experiências mais traumatizantes que uma mulher pode ter. E vocês não com certeza, felizmente e tal como eu não devem saber o que é ter uma vida num orafanato em Portugal, viver sem condições económicas nenhumas ou mesmo crescer sem ser desejado! Ter os pais e educadores que são a base de toda a confiança de uma criança a dizer-nos que somos 'um erro'! Já para não falar que é a partir do Sistema Nervoso que contactamos com o mundo e, portanto sendo o aborto feito apenas até determinada altura da gravidez onde este ainda não está desenvolvido não causa sequer dor.
De liedson a 24 de Dezembro de 2006 às 00:05
apoio e, já agora, porque é que eu tenho de pagar, se nem sequer gozei?
De Anónimo a 28 de Novembro de 2006 às 15:02
Força!
De luisa cs a 15 de Novembro de 2006 às 15:58
Caros blogguistas
Apçoio também tudo, menos a palavra prepectiva??? ou prespectiva??? É perspectiva que queres dizer??? Por favor, atenção à ortografia.
Quanto ao resto BRAVISSIMO!!!
De Anónimo a 13 de Novembro de 2006 às 18:56
nao vou dizer se apoio ou nao pk ja o sabem. Deixo uma mensagem de orgulho e confiança em vós e neste vosso trabalho e contento-me ao me lembrar k conto convosco para a dura luta que vai ser este referendo. atenciosamente, Pedro Machado
De Afonso Reis Cabral a 5 de Novembro de 2006 às 09:36
apoio em 1000%
De António Sousa Leite a 4 de Novembro de 2006 às 23:44
apoio em 300%
De Afonso Reis Cabral a 3 de Novembro de 2006 às 23:13
Apoio em 100%

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