Sábado, 25 de Novembro de 2006

MEMÓRIAS DA ÚLTIMA NETA VIVA DE EÇA DE QUEIROZ

Por ocasião dos 161 anos do nascimento de Eça de Queiroz, o blog Janelar propôs-se descobrir as mais profundas memórias da última neta viva do escritor, nascida também a 25 de Novembro, no ano de 1920. Emília Eça de Queiroz Cabral aceitou amavelmente a proposta de uma entrevista simples que relembrasse a sua avó, mulher de Eça, o seu pai (primogénito do casal Eça de Queiroz), os tempos da Granja, a causa monárquica, a vida.

Janelar (J) - É neta do escritor Eça de Queiroz?

Emília Eça de Queiroz Cabral (EEQC) - Eu sou filha do filho mais velho do Eça. O meu pai chamava-se José Maria.

J - Quantos filhos é que Eça teve?

EEQC - A mais velha era a minha tia Maria, depois o meu Pai (José Maria); o meu tio António e o meu tio Alberto. Teve portanto três rapazes e uma rapariga. Os meus avós casaram-se cá no Porto, onde a minha avó vivia, numa quinta [Quinta de Santo Ovídio] que ficava onde agora é a Praça da República. Tinha uma casa muito bonita com jardins lindíssimos e uma quinta que ia até à Rua de Cedofeita. Os tios da minha avó iam caçar codornizes onde é agora a Liceu Rodrigues de Freitas (antigo D. Manuel II). Perto da Rua de Cedofeita há uma ruazinha que se chama rua do Mirante que está onde havia um mirante da quinta e eu lembro-me da minha mãe (que nasceu lá) dizer que ia para esse mirante ver passar as procissões que vinham da igreja de Cedofeita [pequena igreja românica]. Era realmente uma quinta muito grande que acabou por ser expropriada. A minha avó tinha uma casa muito bonita em Canelas, pequena (hoje em dia diz-se que é muito grande), mas a comparar com um palácio… muito bonita com um jardim cheio de camélias lindíssimo, de maneira que foi viver para lá com os irmãos. Entretanto o Eça de Queiroz, que era muito amigo de um irmão da minha avó, ia muitas vezes à Granja e ficou a conhecer ainda melhor a família da minha avó.
Foi depois em Paris, aonde foi Cônsul, que tiveram os quatro filhos.

J - E depois da morte de Eça de Queiroz?

EEQC - O meu avô era uma pessoa muito doente e infelizmente morreu muito cedo. Quando morreu a minha avó ficou sozinha em Paris com quatro filhos, enfim, numa grande aflição. Mas foi muito ajudada por amigos, principalmente por uns amigos brasileiros.

J - Quem eram esses amigos brasileiros?

EEQC - Chamavam-se Prado Coelho, e é engraçado porque têm o mesmo nome desse Prado Coelho que escreve. Não sei se são parentes, mas se fossem eu naturalmente já sabia disso, mas não sei. Esses Prado Coelho eram muito amigos e ajudaram-na a fazer as mudanças. A minha avó, enfim, juntou aquilo tudo para se fazer a mudança para Portugal e algumas coisas - algumas óptimas - vieram de barco e ao chegar perto de Lisboa o barco sofreu um naufrágio e foi ao fundo com tudo. Uma parte grande da biblioteca que ele tinha - tinha uma boa biblioteca - bem como um grande retrato dele feito pelo Columbano. Uma das irmãs da minha avó (Benedita) acolheu a minha avó, o meu pai e os meus tios e foram viver com eles na Beira Baixa, em Penamacor, e aí estiveram um tempo. Depois lá arranjaram as coisas para os filhos estudarem e estiveram também um tempo em Lisboa.
Logo a seguir veio a República (poucos anos depois do assassínio do Rei D. Carlos e do Príncipe Real D. Luís Filipe) e como toda a minha família era monárquica, conheciam os reis e frequentavam o Paço, tiveram um grande desgosto. A certa altura sentiram-se mal porque eram ameaçados e perseguidos. Foi então que essa tal tia (Benedita), levou a minha avó com os filhos para Londres.

J - Em que circunstâncias é que os seus pais se conheceram?

EEQC - Os meus pais eram primos direitos, começaram a interessar-se um pelo outro e decidiram casar-se e casaram-se lá, em Londres, mais precisamente em Westminster.

J - Quem foram os padrinhos de casamento?

EEQC - O padrinho foi o rei D. Manuel II. A madrinha não tenho a certeza. Há um retrato, já nem sei onde está, onde se vê um pouco do casamento e onde se vê a rainha D. Amélia que também foi. Aí estiveram algum tempo até que acharam que já podiam vir para Portugal. Vieram, mas as coisas ainda estavam farruscas e o Presidente da República da altura - Manuel de Arriaga - mandou dizer à minha avó que se os filhos apoiassem a República, eles continuavam a dar a pensão (a que ela teve direito após a morte de Eça de Queiroz devido à carreira diplomática que este desempenhou), se os filhos não apoiassem a República, cortavam-lhe a pensão. A minha avó perguntou aos filhos (claro que já sabia o que é que eles iam dizer) e eles disserem: «De maneira nenhuma, não apoiamos a República, somos monárquicos!» E lá se foi a pensão!

J - Os seus tios eram todos monárquicos, pensa que o Eça seria também monárquico?

EEQC - Ele tinha uma adoração pela rainha D. Amélia, até há num livro dele (não sei bem em qual) com uma dedicatória à rainha D. Amélia em que diz tudo quanto há de bom. Eu não sei bem dizer se ele era monárquico. Era monárquico porque a sua família era monárquica, a família da mulher era toda monárquica… Penso que ele nunca se teria metido numa causa republicana, nunca teria. Como acção era pouco politico, era isso sim um crítico de maneira que ao escrever evidentemente que falava na politica, nos ministros, mas pertencer a um grupo que fosse pró-monárquico ou pró-republicano não me parece. Vivia muito com as suas personagens e com o seu trabalho de cônsul.

J - O seu pai e os seus tios estiveram envolvidos na Monarquia do Norte?

EEQC - O meu pai e os irmãos meteram-se a fundo na Monarquia do Norte e também os meus avós do lado Resende. Até há uma história engraçada que eu li um dia, mas que é uma história verdadeira. Os monárquicos tinham vencido e estavam ali ao pé da Torre dos Clérigos e então decidiram pôr uma bandeira monárquica no alto da torre dos Clérigos, mas como é que se põe uma bandeira lá no alto? Vai-se por fora, por dentro…? Havia ali um homenzito qualquer que disse: Os senhores o que querem? Querem pôr ali uma bandeira? Eles responderam: Pois sim, queríamos, é a bandeira monárquica! E o homenzinho disse: Ah! vou eu! Pega na bandeira e como um gato trepa por ali a cima, chega ao alto da torre dos Clérigos e planta a bandeira. Infelizmente, a bandeira esteve muito pouco tempo porque a Monarquia durou também muito pouco tempo. Vieram então os republicanos e viram ali no alto a bandeira monárquica. Tinha que se tirar a bandeira. Aparece o mesmo homem e pergunta: Os senhores que querem, querem tirar aquela bandeira e pôr a bandeira republicana? Ah, eu faço isso! E com a mesma facilidade com que a tinha posto, tirou-a e lá colocou a bandeira republicana. Ai meu Deus! O que é que se há de fazer a este povo português?
Depois a minha avó e os filhos tiveram que fugir para Espanha.

J - Participaram também nas incursões monárquicas com Paiva Couceiro?

EEQC - Sim, exactamente. Por acaso o Vasco Pulido Valente refere-os no livro que escreveu recentemente sobre o Couceiro. Participaram na entrada por Chaves, sempre com a ideia de restaurar a monarquia. A minha avó que ficou em Vigo estava aflitíssima… Lá vinham notícias «os Eças ainda estão bem!». Bem, aquilo durou pouco tempo, não havia dúvida nenhuma que a república já estava implantada, não havia nada a fazer. Acabaram por voltar para a sua pátria, para Portugal, e o meu pai e a minha mãe que já tinham dois filhos foram-se instalar na Granja e aí nasceu a minha irmã mais velha. A vida regularizou-se e o meu pai empregou-se no Banco Inglês. Depois nasci eu e a minha irmã mais nova. Eu tinha uma loucura pelo meu pai, tão simpático, tão esperto, tão decidido.
Acontece que a minha avó tinha uma propriedade no Alentejo e era preciso ir lá falar com o caseiro e como a minha avó já não estava para andar pelo país fora por esses caminhos-de-ferro, foi o meu pai. Era Agosto, estava imenso calor e o meu pai bebeu água de um poço. Disseram-lhe para não beber, mas ele bebeu. Quando chegou a casa já estava doente com febre tifóide: morreu daí a três semanas.

J - E os outros filhos de Eça?

EEQC - O mais novo de todos - Alberto - foi para o Brasil. Era uma pessoa muito metida consigo, um bocado estranho, não estudou… O meu outro tio - António - casou com uma senhora de Leiria chamada Maria Cristina. De tantas que ele lhe fez (ele era todo simpático, todo mundano) que eles acabaram por se separar. Nessa altura não era moda divorciar-se, de maneira que eles ficaram só separados.

J - Não tiveram filhos?

EEQC - Não tiveram filhos. O meu tio foi para Lisboa e já se começava a ser pró-Salazar, já começava a haver um movimento de paz. Antes da revolução do Gomes da Costa era tudo revoluções de quinze em quinze dias.
Quando começaram as coisas a serenar e o Salazar a ter mão no país, uma das coisas que formou foi o secretariado de propaganda nacional. Era a propaganda de todo o país e foi algo de muito válido, muito bom. Havia o António Ferro que era o presidente, e ele (o meu Tio António) era vice-presidente. E aí seguiu a sua vida em Lisboa.

J - António Eça de Queiroz não foi director da Emissora Nacional?

EEQC - Foi, depois de estar na propaganda nacional.

J - Viveu com a sua avó na casa da Granja?

EEQC - A minha avó (viúva do Eça) foi viver com os meus pais na Granja. Por isso é que eu a conheci muito bem, a minha avó foi para lá antes mesmo de eu nascer e morreu em 1934, de maneira que ainda esteve 34 anos viúva. Fomos nascendo, fomos crescendo e éramos cinco quando o meu pai morreu.
J - Onde vivia na altura a sua tia Maria?

EEQC - A minha tia Maria vivia numa quinta que hoje em dia é a Fundação Eça de Queiroz. Era uma casa amorosa, muito velha, a precisar de obras, mas ela meteu-se lá, casou, teve dois filhos (um rapaz e uma rapariga), a rapariga morreu muito pequenina e ficou só o rapaz, meu primo. A minha avó de vez em quando ia lá estar uns quinze dias com ela, mas depois voltava porque era incómodo. A casa estava muito depauperada e a minha tia lá ia arrumando o que podia.
A minha avó era uma pessoa muito alta, com uma linda figura, um cabelo que eu sempre conheci já branco, completamente branco. Podemos dizer que era uma senhora triste, quer dizer, ela sofreu horrores com a morte do marido, mas foi com a morte do filho (o meu pai) que se foi abaixo. Era triste, mas vinha e estava à mesa connosco e conversava, mas a gente sentia que tinha havido uma tragédia na vida dela. Muito simpática connosco, estava-nos sempre a fazer camisolas de tricô e bibes que precisávamos nessa altura. Até que eu fui para um colégio interno, tenho impressão que hoje em dia que é raro ir-se para colégios internos. Fui péssima aluna, era uma preguiçosa.

J - Como é que se chamava o colégio interno em que esteve?

EEQC - Chamava-se Colégio de Santo Agrielo da Congregação de São José de Cluny, que dentro da quantidade de ordens de freiras que se dedica ao ensino é uma das mais conhecidas. A minha avó sabia Francês como uma francesa e todas as manhãs chamava-nos para o quarto dela, sentava-nos na cama e ensinava-nos francês «plafond, tapis, le lit»… e nós pouco a pouco fomos entrando no francês. Quando cheguei ao colégio a freira que era francesa e que ensinava francês ficava muito espantada comigo porque eu aprendia muito rápido (eu já sabia tudo…). O resto foi um desastre.
Fui com a minha irmã mais velha, Mariazinha, que era óptima aluna, esperta, estudava lindamente. Havia alturas em que tínhamos de ficar em silêncio e a minha irmã falava todo o tempo e era castigada. No entanto, a minha irmã em casa era muito calada e eu lembro-me da minha avó ter-lhe escrito um bilhete em que dizia assim: «Mariazinha gostei muito das suas notas e ainda mais do sete a silêncio porque agora vejo que já fala.» As freiras ao ler aquilo ficavam furiosas com a minha avó.

J - O que é que a sua avó dizia da preguiça que tinha para estudar?

EEQC - Oh, a minha avó nem tinha coragem para dizer nada. «Ai, Emilinha, veja se faz um esforço». «Está bem avó, vou fazer um esforço». Eu não fazia esforço nenhum. A minha avó era muito boa no sentido em que pensava muito nos outros. Havia na Granja rapariguitas de treze, catorze, quinze anos que andavam por ali sem fazer nada, a minha avó alugou uma casa pequena e convidou as raparigas para irem para lá onde as ensinou a costurar. Saíram dali óptimas costureiras. Na Granja sempre houve óptimas costureiras por causa da minha avó. O meu vestido de casamento foi feito por elas. Até raparigas do Porto iam lá a essas costureiras.
Em Paris o Eça foi grande amigo do conde de Sousa Rosa que veio a ser embaixador na Alemanha aonde teve uma aventura com uma senhora que nunca se soube quem era. Dessa aventura nasceu uma criança. Não sei como é que as coisas se passaram, mas ele ficou com a filha. E como era muito difícil educá-la sozinho e com as funções diplomáticas que tinha, a minha avó disse-lhe: «traga-a para cá que eu educo-a com os meus filhos». E educou, a pequena e os meus tios ficaram como irmãos. Chamava-se Marie Thérèze e eu ainda a conheci em Paris.

J - E a sua casa na Granja?

EEQC - A casa era do avô da Sophia de Mello Breyner que a alugava, até que a certa altura os senhores que estavam lá saíram, a casa ficou devoluta e o meu pai e a minha mãe foram vê-la, gostaram imenso, alugaram-na e um ano depois compraram-na. A própria Granja era nessa altura uma maravilha, a gente na Granja sentia-se como numa quinta de família porque vinha no verão muita gente do Porto, de Cascais, de Lisboa, do Estoril… Era um grupo enorme, conhecíamo-nos desde pequenos. Eram passeios de bicicleta, eram passeios de burro, piqueniques nos pinhais… Quando eu tinha catorze ou quinze anos o mar era bravíssimo e perigoso, mas tomávamos sempre banho. Depois fez-se a piscina, foi uma grande melhoria, as pessoas podiam tomar banho à vontade, mergulhar. A Granja é um sítio que eu nunca posso esquecer…! Tive uma infância e uma juventude maravilhosas.

J - Sophia de Mello Breyner também passava os verões na Granja?

EEQC - Sim, passava, há até uma célebre quadrazinha que eu não sou capaz de dizer toda de cor, «Casa branca junto ao mar…», que é sobre a casa onde ela vinha passar o verão na Granja.

J - Eram amigas?

EEQC - O mais possível! Principalmente a minha irmã Mariazinha, davam-se muito bem. A Sophia era especial: aos doze, treze anos já fazia versos lindos e andava sempre com as suas ideias mirabolantes, românticas. Eu era uma Maria-rapaz.

J - Tratavam-na por Sophia?

EEQC - Não. Tratávamos por Xixa. Também nos dávamos muito bem com os irmãos dela, o mais velho chamava-se Joni. Havia outro a seguir a ela que se chamava Tomás e um que morreu aqui há uns meses que se chamava Gustavo.


J - Até se casar viveu sempre com a sua avó e a sua mãe na Granja, onde estavam nessa altura os manuscritos, os móveis, os livros de Eça?

EEQC - Na casa da Granja, como a nossa avó vivia connosco, trouxe as suas coisas de maneira que havia muitas coisas do Eça com as quais nós sempre vivemos. Havia um baú de ferro escuro onde estavam todos os manuscritos do Eça. Esse baú estava debaixo da secretária onde o meu avô escrevia. Sabe, na altura não se faziam as coisas com tanto rigor, quer dizer, o Eça fazia um sucesso doido, mas a minha avó achava aquilo natural, eram textos que o marido escrevera. Mas estavam ali e ninguém lhes mexia, tínhamos um respeito completo.

J - Cresceu com tudo o que hoje está na Fundação Eça de Queiroz?

EEQC - Sim, na Granja. Algumas das coisas já nesta casa. A masseira dada ao Eça pelo Ramalho Ortigão esteve ainda nesta casa.

J - E a cabaia chinesa onde estava?

EEQC - Esteve na casa da Granja muito arranjadinha, dobrada de maneira a não criar vincos dentro de um armário até á morte da minha avó, depois foi para Santa Cruz (actual Tormes - Fundação Eça de Queiroz -).

J - Diz que havia muita naturalidade com os manuscritos de Eça, mas a sua avó nunca falava do seu casamento com Eça?

EEQC - Não falava muito. É curioso, não falava nem dele nem do meu pai que eram os grandes desgostos que ela tinha. Tinha um amor especial, uma ternura especial, pelo meu segundo irmão (Mané). Havia uma placa redonda e alta de oiro com um retrato do avô e ela tinha aquilo sempre ao pé dela na mesinha de cabeceira, antes de morrer pediu para lha darem.

J - Depois da morte de Eça qual foi o relacionamento dos amigos com a viúva e a família?

EEQC - Com alguns um grande relacionamento. O Ramalho Ortigão ficou sempre amigo e até foi ele que publicou, por exemplo, o livro A Cidade e as Serras que ainda não tinha sido publicado. O Luís de Magalhães ficou sempre amicíssimo, todos os anos ia à Granja com a mulher e as filhas a nossa casa. O Alberto de Oliveira que também conheceu o Eça, ia sempre visitar a avó. De qualquer forma a minha avó retirou-se um bocado.

J - Muito obrigado por ter partilhado as suas memórias connosco!





(Da esquerda para a direita: Alterto; António; José Maria; Maria; Emília Eça de Queiroz)



LEGENDAS:

[1] Quinta de Santo Ovídio, quadro que actualmente pertence ao Museu Soares dos Reis, no Porto.
[2] Pais de Emília Eça de Queiroz Cabral: Matilde de Castro e José Maria Eça de Queiroz (primogénito de Eça).
[3] Emília Eça de Queiroz Cabral
[4] Casa da Granja
[5] Fotografia tirada por José Tomás Costa durante a entrevista (esquerda para a direita): António Sousa Leite, Afonso Reis Cabral e Emília Eça de Queiroz Cabral.
[6] Escrivaninha de Eça de Queiroz, actualmente na Fundação Eça de Queiroz.
Publicado por Afonso Reis Cabral às 00:01
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11 comentários:
De Anónimo a 8 de Janeiro de 2007 às 16:17
Afonso,
isto da internet é mesmo um mundo muito vasto! Andava eu em buscas sobre o cícero e apareceu-me o teu janelar! Foi com muito gosto que finalmente tive oportunidade de ler esta entrevista à última neta do Eça.
Votos de que o blog continue sempre em grande!
MARIANA SILVA
De liedson a 24 de Dezembro de 2006 às 00:33
Gostei muito da entrevista à sua avó que é uma pessoa extraordinária e que eu adoro, sou sobrinho.
Diga-lhe que conte mais coisas da Granja, dos Cabrais e doutras famílias de lá. É engraçado e faz parte da nossa identidade, como diz a sua tia Piki.
De Piki Cabral a 2 de Dezembro de 2006 às 18:04
Hoje venho janelar - a internet é uma grande janela!- um pouco com os autores do Janelar. Antes de nada queria dizer que estou há mais ou menos um mês a acompanhar o vosso trabalho e estão verdadeiramente de parabéns; não há dúvida de que o festejo do 1º mês fez todo o sentido. Depois dizer que tenho tentado entrar em contacto mas por um erro informático só hoje o posso fazer, juntando tudo o que teria para dizer neste comentário.
Tem havido artigos muito bons; gostei especialmente -talvez por me dizerem especialmente respeito- do toque de campainha, do meu irmão Martim ( também pela actualidade) e agora da entrevista sobre o Eça. Parabéns a todos; continuem; acho este um bom meio de expressar a cidadania,de manifestar que o povo português está vivo; é indispensável pensar e levar os outros a pensar entre outras coisas esta é uma forma de ser português isto é patriota! a propósito de Pátria tenho achado graça à discussão sobre o português de Portugal e o português do Brasil; parece-me absurdo que qualquer dos comentários seja considerado ofensivo para alguém; o importante é distinhguir o que é distinto e quando se fala português em Portugal deve falar-se português de Portugal; o contrárion parece-me mau sinal, sinal de fraqueza de identidade, etc.,etc. Também achei graça aos comentários críticos sobre o Blog; não há nenhum comentário, negativo ou positivo que não seja positivo; pelo menos é sinal de que isto "mexe" com as pessoas e o que é preciso é pôr as pessoas a "mexer"...!!!Além disso quem vai à guerra dá e leva e com estas e outras estamos "na guerra".
Um último comentário pouco interessante: não estou muito de acordo com a crítica ao Pai Natal a escalar os prédios; acho-lhe graça e apesar de isso não ser o essencial no Natal tambén não "ofende" e é um sinal de "festa" que é positivo e que para muitas pessoas pode ser o único.
Conclusão: Muitos parabéns, nunca desistam, ânimo e continuem a Janelar. Obrigada e Bom Natal.
De Afonso Reis Cabral a 29 de Novembro de 2006 às 22:48
Caro José de Souza Martins,

Muito obrigado pelo seu simpático e esclarecedor comentário. Efectivamente a entrevistada equivocou-se, talvez devido ao nome de um cronista português chamado Eduardo Prado Coelho. Tem toda a razão. Os grandes amigos que a entrevistada quis referir foram o Eduardo Prado e sua mulher. Amizade de tal ordem que os fez voltar imediatamente a Paris mal souberam da morte de Eça, contrastando com a atitude de Ramalho Ortigão com quem se encontravam em Itália numa viagem de lazer que decidiu continuar placidamente o seu passeio em Veneza.
Muito obrigado, continue a visitar-nos sempre!
De José de Souza Martins a 29 de Novembro de 2006 às 14:41
Interessante e esclarecedora a entrevista da neta de Eça de Queirós. A entrevistada, porém, se engana na referência aos Prados brasileiros que acolheram e ajudaram a viúva e os filhos de Eça, em Paris, quando o escritor faleceu. Não se trata de um Prado Coelho e sim de Eduardo da Silva Prado e sua esposa, que tinham casa na capital Francesa. Eram de riquíssima família de produtores de café em São Paulo, além do mais industriais e banqueiros. Ramalho Ortigão, quando esteve no Brasil, foi recebido com pompa no palacete de Dona Veridiana Valéria da Silva Prado, mãe de Eduardo, porque era amigo do filho.

Vários autores dizem que o milionário Eduardo foi o inspirador da personagem Jacinto, de "Civilização" e de "A Cidade e as Serras", muito amigo que era de Eça de Queirós.

Eduardo morreu no Brasil, relativamente jovem,de febre amarela, um ano depois da morte de Eça. Está sepultado no Cemitério da Consolação, em São Paulo, a algumas quadras do solar de sua mãe.

José de Souza Martins
(Universidade de São Paulo, Brasil)
De MSN a 26 de Novembro de 2006 às 02:57
Afonso,

gostei muito de ler este texto da última neta viva de Eça de Queiroz, suponho que sua avó. Tenho um grande fascínio pela Granja e pelos tempos das incursões monárquicas. Já me contaram muitas histórias (simplesmente deliciosas) e de alggumas pessoas dessa grande terra queé a Granja. O seu avô (suponho) conheceu muito bem Vasco Outeiro, que é como se fosse meu avô. Sei que o conheceu, pois sou muito amigo dos Cabrais de Paço-de-Arcos, netos do Vasco Cabral.
Quanto às incursões deve-se ao facto de ser trineto de Paiva Couceiro. O livro que a sua avó refere não é muito aconselhável (confesso que não gostei). Sobre este assunto aconselho o livro “Salazar e a Rainha”.
Além disto, gostaria de lhe dizer que gostei muito do texto que foi publicado no Blogue do Não.

Abraço,
Miguel de Sousa Novais
De lambe conas a 8 de Outubro de 2009 às 18:51
asfaaaaaaaaaafff
De jose a 22 de Outubro de 2011 às 19:42
o meu bisavó lutou nas incursoes monarquicas, ainda tenho a sua pistola. Também andou pela monarquia do norte.
De José António a 26 de Novembro de 2006 às 00:37
Parabéns pela iniciativa! Muito bom trabalho. Abraço
De lambe conas a 8 de Outubro de 2009 às 18:51
wqetgre
De Manuel Traquina a 16 de Dezembro de 2015 às 15:24
Descobri por acaso o Janelar e como tudo o que respeita a Eça me interessa li com muito prazer esta entrevista. Tenho percorrido os roteiros do escritor e tal como sucedeu a Álvaro Lins, a todo o momento espero, em Leiria, cruzar-me com o Amaro ou a Amélia, encontrar a Luísa no Chiado ou ir às Janelas Verdes visitar o Carlos. Tenho a sua obra essencial que releio sempre... O Eça ensinou-me a observar e a escrever... Obg.

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