Quinta-feira, 28 de Junho de 2007

Gordon Brown


A história do homem que se tornou finalmente no primeiro-ministro britânico vale a pena ser contada. Gordon Brown nasceu na Escócia em 1951, filho de um pastor da Igreja Presbiteriana. Influenciaram as suas posteriores opções políticas a pobreza e o desemprego que observou à sua volta. Foi um aluno brilhante que com 16 anos entrou na Universidade para estudar História. Fã de râguebi até hoje, lesionou-se num jogo e perdeu a visão devido ao deslocamento da retina. Com 17 anos passava os dias no hospital. Depois de várias operações, recuperou a visão do olho direito, a do esquerdo, nunca mais. Após acabar o curso com notas de excepção, dedica-se a um doutoramento sobre a Escócia e o Partido Trabalhista.
Mente brilhante, o sobredotado Brown acreditava que bastavam as ideias e o trabalho para ganhar a liderança do Labour. Em Londres, vai trabalhar no mesmo gabinete que o jovem Blair, um entusiasta. Ensina-lhe o que sabe, tomando-o como um aluno. Mais tarde, esse pupilo vindo de Oxford passar-lhe-ia à frente. Blair disse numa entrevista não acreditar na vitória do próprio partido e esperar que isso afastasse o então líder, Neil Kinnock. Tinha razão, e quando chega o momento de escolher o novo líder, Brown, o preferido, não quis disputar o lugar com Jonh Smith, a escolha dos mais tradicionalistas, por lealdade ao homem com quem trabalhara durante anos, nas palavras do próprio Brown. Quando Smith morre, em 1994, Blair é o preferido. Os dois amigos que lutaram por reformar o partido tornaram-se adversários. Ao contrário de Brown, um intelectual, Blair tem uma imagem carismática. Após a vitória deste, Brown continua um "workaholic", discreto, mas tem agora vida privada. Casa-se e morre a primeira filha, vindo a ser diagnosticado ao terceiro uma doença sem cura. Foi o chanceler do Tesouro (ministro das finanças) que Tony Blair nunca demitiu, e agora chegou finalmente onde queria, como primeiro-ministro.
Publicado por Afonso Reis Cabral às 12:33
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